13 de junho de 2011

Blog Divã

Se tem uma coisa nessa vida que eu posso dizer que odeio, com todas as minhas forças, é a desonestidade. Principalmente aquela desonestidade de quem tem por objetivo fazer o outro de otário e tirar vantagem de algo que não deveria. Semana passada, fui comprar uma camisa masculina numa loja popular (M.OFFICER) de shopping. O vendedor jogou a camisa na bancada e quando observou que havia uma mancha no canto inferior direito, de imediato, rápido como uma flecha, dobrou aquela parte da camisa para que eu não visse. O que me deu vontade de fazer? Desdobrar a camisa e dizer, na cara dele, bem alto: você não tem vergonha de tentar, descaradamente, me enrolar? Seu ladrão, FDP! E aguardar o que ele diria, observar aquela cara ficando vermelha de vergonha, na frente de todo mundo. Sei que isso me daria um prazer enorme. Agora, voltando à realidade, sabe o que eu fiz? Dei  um sorriso amarelo assim que comecei a sentir minhas bochechas esquentarem de tanta vergonha e disse, em baixo tom, que procuraria melhor, em outra loja. Esse é um dos meus piores defeitos, não sei nem nomeá-lo, mas me incomoda demais ficar vermelha pelos outros. E pior, me omitir. Só Freud para me ajudar.

12 de junho de 2011

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