6 de maio de 2011

Piu!

 Pois é... e eu tenho que ficar calada porque, se eu falar, rótulos e deturpações cairão sobre mim.

"Com efeito, a ninguém é dado ignorar - ouso dizer - que estão surgindo, entre nós e em diversos países do mundo, ao lado da tradicional família patriarcal, de base patrimonial e constituída, predominantemente, para os fins de procriação, outras formas de convivência familiar, fundadas no afeto, e nas quais se valoriza, de forma particular, a busca da felicidade, o bem estar, o respeito e o desenvolvimento pessoal de seus integrantes." 
  Ricardo Lewandowski - Ministro do Supremo Tribunal Federal - em defesa da "união homoafetiva".

2 comentários:

  1. Ah, tá. Um casal hétero quer ter filhos unicamente para vendê-los como “patrimônio” no mercado negro e enriquecer. Só os gays é que querem afeto, carinho e bem-estar. Nem transar os gays transam, coitados, de tão puros que eles são!

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  2. Estou longe (anos luz) dessa galáxia de pessoas tão castas e puras que o indivíduo acima mencionou. Fui criada por pai e mãe (e me considero feliz por ter tido referencial masculino e feminino no seio familiar - não pelo referencial em si, mas porque fui cercada de amor por meus pais - independente deles terem notado que eu nunca fui nem serei uma barbie girl, uma pequena sereia etc). Fui amada por meus pais e irmãos, nunca fui espancada e nem sofri bullying no colégio por ser um tanto quantoo..'moleque'(ao menos até a 8ª série, quando minha feminilidade era algo duvidoso até pra mim, quanto mais para minhas colegas de colégio...). Mas isso não me impediu de sentir desejo/carinho/tesão e amor por pessoas do mesmo gênero. Ao mesmo tempo, também não me impediu de conhecer o limite entre o meu desejo e o espaço da outra pessoa. Eu desejar mulheres (afetiva e fisicamente) nunca fez de mim uma troglodita que sai agarrando moças ou lançando cantadas nojentas, só por estar afim. Sempre tive respeito por todo e qualquer ser humano, independente das tendências, escolhas, rumos que essa ou aquela pessoa tomasse. Nem suporto também o maniqueísmo de enxergar heterossexuais como vilões - pois isso me faria ter que abrir mão de duas amizades valiosas, minhas amigas de infância Ju e Dri, que não têm de mim sequer uma única lembrança constrangedora. Que nunca foram molestadas, cantadas nem nada do tipo. Antes de ser lésbica, sou um ser humano - e seres humanos não são (ou não deveriam) ser movidos por instintos (apenas). Pronto, desabafei/comentei.

    Rafa, muito bom o teu blog! :*

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