24 de novembro de 2011

2 de setembro de 2011

Crianças dominam a lógica

Algumas semanas após o meu primogênito conhecer a história do Pinóquio, ele me pergunta, um pouco preocupado: 
"Mamãe! Meu nariz 'tá crescendo?" 
Eu respondo: "O nariz só cresce quando a gente mente. Você mentiu?"
"Não." 
"Então, não precisa se preocupar." 
"Mamãe!" 
"Diga." 
"Você mentiu muito quando era criança, né?"

14 de agosto de 2011

Feliz Dia dos Pais!




Um passarinho me acordou cedinho
cantando lindo que nem rouxinol
e o céu sorrindo azul
azul limpinho
abriu caminho pra passar o sol
Um dia lindo com todas as cores
o arco-íris garantiu que sai
e o bem-te-vi disse que viu as flores
vindo enfeitar o dia do papai
Amigo velho
Eu queria falar
Meu velho amigo
Foi tão bom te encontrar
Amigo velho
Eu te amo demais
Meu velho amigo
Todo dia é dos pais
Eu convidei o gato
E o cachorro
Nem um amigo
Vai poder faltar
Super-herói, também
Tarzan e o Zorro
E o pererê não vai poder mancar
Vai ter pelada
E muita brincadeira
Toda alegria vem nos visitar
Queria tanto
Que esta festa inteira
Fosse um presente
Pra poder te dar.
Amigo velho
Eu queria falar
Meu velho amigo
Foi tão bom te encontrar
Amigo velho
Eu te amo demais
Meu velho amigo
Todo dia é dos pais


5 de agosto de 2011

O que é homofobia, afinal?

Eu não queria mais falar sobre esse assunto porque, para mim, já deu. Cansou. Está chato que só. Mas estão metendo o pau na Globo (que apesar de muitas decepções, ainda é a melhor emissora que a gente tem) , acusando-a de ser homofóbica justamente quando ela resolve pôr no ar uma novela repleta de homossexuais. Sinceramente, não entendi. 

A novela mantém um núcleo de 5 personagens gays fixos. Nenhum deles é mau-caráter, nenhum deles trai o companheiro, nenhum deles é violento. Todos são personagens boa praça, como dizem por aí: "do bem". A novela faz propagandas sociais excessivas em prol dos gays. Os personagens héteros vivem ensinando uns aos outros a melhor maneira de tratar um homossexual. Os que fazem menção de qualquer opinião contrária ao novo senso comum, são esculhambados e tratados como criminosos homofóbicos que deveriam ser presos. Frequentemente alerta para os espancamentos de homossexuais pelos "pitboys". Essa semana, passou uma cena terrível, completamente desnecessária, de espancamento. Me senti muito mal vendo aquilo. Que fique claro: não porque o garoto espancado era um homossexual, mas porque era um ser humano indefeso sendo massacrado por covardes em bando. E para que isso tudo? Para fazer com que as pessoas tenham mais ódio dos "homofóbicos" e mais pena dos gays. Ou será que algum ser humano normal não sentiu ódio daquele espancador e pena do espancado no momento da cena? Pois estão reclamando da cena, dizendo que estimula a violência. Só se for a alguém mau, cruel de natureza. A cena me pareceu explicitamente maniqueísta, não restou dúvidas de quem era bom e quem era mau. Na verdade, era uma luta do bem contra o mal e este venceu. Estímulo é quando um personagem que a princípio tinha bom caráter (como os mocinhos da história, por exemplo), de repente, faz algo ruim. Ou quando existe aquele mau-caráter engraçadinho que acaba cativando o público, como a tal da Natalie Lamour (disso, aliás, ninguém fala). O que o povo quer mais? Respondo: o povo quer um beijo gay. Isso tudo aí não é suficiente. É preciso um beijo gay. Veja bem o que está acontecendo. A Globo está sendo acusada de homofobia, não por proferir alguma palavra de ofensa aos gays, mas por não colocar na novela um beijo gay. Isso é grave. Isso significa que o conceito de homofobia mudou. Não basta não ser homofóbico, tem que ser militante da causa. Aliás, todo aquele que não é militante da causa é homofóbico. É isso? Se bobear, até alguns homossexuais devem estar incluídos nesse bolo.

Eu não só NÃO sou a favor do beijo gay, como não sou a favor de várias ceninhas de sexo entre heterossexuais totalmente dispensáveis à trama e inadequadas para uma TV aberta numa novela das nove. Além do mais, não vejo de que forma um beijo gay poderia reduzir o preconceito. Se for para mostrar que os gays são iguais a qualquer outra pessoa, será necessário mostrar que eles têm a mesma capacidade de amar e respeitar, mas também têm a mesma capacidade de odiar, matar, desrespeitar e ter preconceitos. Gays e héteros são diferentes em alguns aspectos, mas somos todos humanos. No melhor e no pior sentido. 

28 de julho de 2011

Pecados modernos

Sensacional...
"Luxúria Obrigatória
               Ah! A luxúria. Que delícia fazer amor bem e bastante. Isso nunca foi pecado, a não ser para quem      não gosta da coisa. Mas não pode ser só papai e mamãe nem menos do que sete vezes por semana. É preciso transar com parceiros diferentes, em todas as posições do Kama Sutra, em lugares longínquos ou perigosos e ter orgasmos múltiplos. Inclusive, quem não tem orgasmo vai para o inferno."
Rosane Queiroz, revista Lola (Julho 2011)

22 de julho de 2011

In English...

"Cowardice asks the question, 'Is it safe?' Expediency asks the question, 'Is it politic?' Vanity asks the question, 'Is it popular?' But conscience asks the question, 'Is it right?' And there comes a time when one must take a position that is neither safe, nor politic, nor popular, but one must take it because one's conscience tells one that it is right."                                                                                                                   
Martin Luther King Jr

13 de junho de 2011

Blog Divã

Se tem uma coisa nessa vida que eu posso dizer que odeio, com todas as minhas forças, é a desonestidade. Principalmente aquela desonestidade de quem tem por objetivo fazer o outro de otário e tirar vantagem de algo que não deveria. Semana passada, fui comprar uma camisa masculina numa loja popular (M.OFFICER) de shopping. O vendedor jogou a camisa na bancada e quando observou que havia uma mancha no canto inferior direito, de imediato, rápido como uma flecha, dobrou aquela parte da camisa para que eu não visse. O que me deu vontade de fazer? Desdobrar a camisa e dizer, na cara dele, bem alto: você não tem vergonha de tentar, descaradamente, me enrolar? Seu ladrão, FDP! E aguardar o que ele diria, observar aquela cara ficando vermelha de vergonha, na frente de todo mundo. Sei que isso me daria um prazer enorme. Agora, voltando à realidade, sabe o que eu fiz? Dei  um sorriso amarelo assim que comecei a sentir minhas bochechas esquentarem de tanta vergonha e disse, em baixo tom, que procuraria melhor, em outra loja. Esse é um dos meus piores defeitos, não sei nem nomeá-lo, mas me incomoda demais ficar vermelha pelos outros. E pior, me omitir. Só Freud para me ajudar.

12 de junho de 2011

27 de maio de 2011

Café na caneca



Destaque para a caneca com representação dos "Lenços dos Namorados" - trabalho fofo das bordadeiras minhotas.  

26 de maio de 2011

23 de maio de 2011

Eca Bags

A partir do ano que vem, terei que comprar os sacos plásticos, ao invés de adquiri-los "gratuitamente" nos supermercados. Estava aqui matutando e não consegui entender a matemática da "consciência" ambiental. Se hoje eu gasto 100 sacos plásticos ("gratuitos") por mês para colocar meu lixo doméstico e, no ano que vem, gastarei, por mês, 100 sacos plásticos (comprados), qual é a diferença que isso vai fazer para a natureza? Deve haver alguma mensagem subliminar nisso tudo. Só pode ser!

O metal, o vidro e a borracha podem demorar mais do que o plástico para se decompor. Por que ninguém quer proibi-los? Não é preciso nem falar em outros materiais. Praticamente todas as embalagens dos produtos dos supermercados são de plástico. Será que o plástico das sacolas polui mais do que os outros? Não! Por que então essa agonia em proibir a distribuição desses sacos, que costumam ser quase 100% reutilizados?

Não aguento ir ao supermercado e assistir ao desfile daquelas senhoras com ares de superioridade, exibindo suas "ecobags" super estilosas para cima e para baixo. Queria ver se fossem sacos de batata. Com certeza, não encontraríamos essa quantidade de "defensoras do planeta" por aí. Tenho certeza que elas não foram ao mercado de bicicleta e também não dispensaram seu bom laquê para que ficassem bem "nos trinques", à altura da bolsa super fashion

Já ouvi gente dizendo que é uma questão de hábito, que antigamente ninguém usava sacolas de plástico e que, portanto, poderíamos voltar a viver sem. Não tenho dúvidas quanto a isso. Assim como não tenho dúvidas de que ninguém quer, DE FATO, voltar a viver como antigamente. Essa coisa toda de amaldiçoar as sacolas plásticas é mais uma dessas palhaçadas politicamente corretas que são repetidas exaustivamente e, o que é pior, cegamente pelos xiitas sustentáveis e pelos seguidores de tendência. 

Não vou nem falar sobre o destino que NÃO deve ser dado ao lixo, de modo geral, porque os leitores do blog são pessoas muito bem educadas. Quanto ao resto da população, só a educação resolve.

7 de maio de 2011

De mãe para filho, no Dia das Mães


From this moment

From this moment life has begun
From this moment you are the one
Right beside you is where I belong
From this moment on
From this moment I have been blessed
I live only for your happiness
And for your love I'd give my last breath
From this moment on
I give my hand to you with all my heart
I can't wait to live my life with you, I can't wait to start
You and I will never be apart
My dreams came true because of you
From this moment as long as I live
I will love you, I promise you this
There is nothing I wouldn't give
From this moment on
You're the reason I believe in love
And you're the answer to my prayers from up above
All we need is just the two of us
My dreams came true because of you
From this moment as long as I live
I will love you, I promise you this
There is nothing I wouldn't give
From this moment
I will love you as long as I live
From this moment on.

Esta música costuma ser associada ao amor entre um homem e uma mulher (ou não), mas eu acho que se encaixa perfeitamente ao amor de uma mãe para um filho. Aliás, se encaixa até mais. Não querendo desmerecer o poder que um amor entre homem (ou não) e mulher pode ter, esse amor todo aí de cima, só de mãe...

6 de maio de 2011

Piu!

 Pois é... e eu tenho que ficar calada porque, se eu falar, rótulos e deturpações cairão sobre mim.

"Com efeito, a ninguém é dado ignorar - ouso dizer - que estão surgindo, entre nós e em diversos países do mundo, ao lado da tradicional família patriarcal, de base patrimonial e constituída, predominantemente, para os fins de procriação, outras formas de convivência familiar, fundadas no afeto, e nas quais se valoriza, de forma particular, a busca da felicidade, o bem estar, o respeito e o desenvolvimento pessoal de seus integrantes." 
  Ricardo Lewandowski - Ministro do Supremo Tribunal Federal - em defesa da "união homoafetiva".

Cafezinho com Bombocado

5 de maio de 2011

Em ingrêix


Resolvi voltar a estudar inglês. Descobri que, após 6 anos completamente longe da língua, eu desaprendi quase tudo (com uma dose dramática do sangue lusitano que corre em minhas veias). É triste, mas é verdade. Para comemorar essa minha volta às aulas, colei aqui uma piadinha in English que copiei de um site:
54-year-old woman had a heart attack and was taken to the hospital. While on the operating table she had a near death experience.
Seeing God  she asked “Is my time up?” 
God said, “No, you have another 43 years, 2 months and 8 days to live .”
Upon recovery, the woman decided to stay in the hospital and have a face-lift, liposuction  and a tummy tuck [plástica de abmômen]. She even had someone come in and change her hair colour and brighten her teeth!
Since she had so much more time to live, she figured  she might as well make the most of it . After her last operation, she was released from the hospital.
While crossing the street on her way home, she was killed by an ambulance.
Arriving in front of God, she demanded , ”I thought you said I had another 43 years. Why didn’t you pull me from out of the path of the ambulance?“ 
God replied: “I didn’t recognize you!”

P.S.: aceito colegas de classe.
          comments in English are welcome.

28 de abril de 2011

Meeting Walter Williams

Assisti a esta entrevista, gostei muito e resolvi dividir com vocês. É um pouco longa, mas vale a pena. Num determinado momento, o segundo vídeo fica sem legenda. Mas, se a gente fizer uma forcinha, dá para entender. 

Concordando ou não, "he's got a point"!



26 de abril de 2011

Sobre cultura

"Cultura é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar-se, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar."
José Paulo Paes 

25 de abril de 2011

Dia Internacional do Pinguim

Pois é,   existe um dia para tudo o que vocês possam imaginar. 

O Pinguim
(Toquinho e Vinícius)

Bom dia, pinguim
Onde vais assim
Com ar apressado?
Eu não sou malvado
Não fique assustado
Com medo de mim
Eu só gostaria
De dar um tapinha
No seu chapéu jaca
Ou bem de levinho
Puxar o rabinho
Da sua casaca

Quando você caminha
Parece o Chacrinha
Lelé da cachola
E um velho senhor
Que foi meu professor
No meu tempo de escola
Pinguim, meu amigo
Não zangue comigo
Nem perca a estribeira
Não pergunte por quê
Mas todos põem você
Em cima da geladeira


Este post não contém nenhuma mensagem subliminar. É falta de assunto mesmo.

20 de abril de 2011

Mais um equívoco recorrente

Cá estou eu novamente, com a vareta na mão, para falar sobre regrinhas gramaticais. Desta vez, um equívoco recorrente, embora inofensivo, muito encontrado no mundo virtual: acentuação inadequada de algumas palavras oxítonas.


Oxítonas terminadas em i e u só são acentuadas se estas vogais forem precedidas de ditongo (Piauí), ou se formarem um hiato com a vogal anterior (b). Portanto, se vierem precedidas de consoante, nada de acento: zumbi, guri, Aracaju, caju, baiacu, além dos apelidos carinhosos Lu, Ju, Malu... 



"É importante saber, para errar com propriedade."

18 de abril de 2011

Nós merecemos...



Nós moramos em uma cidade diferente, longe de parentes. Passamos todos esses dias sem eles. Se quisermos nos reunir, temos que pagar a passagem além de depender do patrão para dizer se podemos ou não nos ausentar do trabalho. Mas nós somos os verdadeiros culpados pelos crimes que os bandidos cometem, não é mesmo? Esses são os direitos humanos defendidos pelas pessoas de bom coração. 

16 de abril de 2011

Arrocha!

Há um tempo, descobri a precursora do arrocha: Grace Jones, quem diria... Prestem atenção ao ritmo e me digam se isso não serviu de inspiração para o arrocha. Quem souber dançar, se jogue! Bom final de semana!


P.S.: eu morria de medo da Grace Jones quando era criança. E eu acho q tinha certa lógica.

15 de abril de 2011

Peça infantil (?)

Sábado passado, levamos os pequenos ao teatro pela primeira vez. Nunca pensei, mas eles ficaram quietinhos durante os 60 minutos de espetáculo. Ao final, meu primogênito disse, com um sorrisinho de canto de boca: eu gostei do teatro! hehehe Eu também adorei a peça, que é uma versão para crianças da obra de George Orwell "A Revolução dos Bichos". Quem puder ir, mesmo sem crianças, eu aconselho. Principalmente para quem ainda não leu o livro. Teatro pequeno e preço bom.




Teatro Cultura Inglesa 
Rua Dep. Lacerda Franco, 333 - Pinheiros
Telefone: 3814-0100
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
Apresentações: 12 de março a 15 de maio. Sábados e domingos às 16
Classificação livre

"Um peso, duas medidas"

Assunto cansativo esse do Bolsonaro X Preta Gil. Mas, a reação do povo (ou da parte do povo que tem a opinião "correta") me fez escrever este post. 

Quanto mais românticos, mais bonitos são os discursos. E mais empolgantes, e mais apaixonados e, consequentemente, mais cegos. Ora, não é porque o deputado Jair Bolsonaro diz algumas asneiras que devemos julgar antecipadamente tudo o que sai da sua boca. Aliás, tenho um nome super in para isso: preconceito. Não estou dizendo que as pessoas não possam discordar com o que o deputado diz mas, para discordar, é necessário, primeiro, ouvir. E eu duvi-de-o-dó que a maioria dos que falam tenham assistido ao programa. Eu assisti e vou confessar que ri muito. Aliás, eu sempre rio com o Bolsonaro. Não por ser má, mas por achá-lo um personagem engraçadíssimo. E não se enganem: concordo com muitas das coisas que ele diz. Talvez, se ele não fosse tão caricato, as pessoas o ouvissem de outra forma. Mas, da mesma forma que concordo, também discordo de muita coisa, como ele dizer que homossexualismo se resolve com porrada e que numa família de pais presentes, o filho jamais será homossexual. Outro ponto de total divergência é ele ser a favor do aborto, por exemplo. 

Agora, vamos ao problema que criaram. Ao responder à pergunta da Preta Gil, ele deu uma resposta tão descabida que, na hora, duas coisas me vieram à cabeça: ou a edição trocou a resposta, ou ele (como havia respondido várias perguntas sobre gays) não entendeu a pergunta. Dava para notar, perfeitamente, que a resposta não se encaixava na pergunta. Quem não notou estava possuído pela cegueira da paixão ou pela má-fé mesmo.

A oportunista da Preta Gil que, convenhamos, não é nada além de ser filha do Gilberto Gil, aproveitou-se da situação para fazer um drama e ganhou o apoio da grande massa de cabeça lavada. O que sempre me chama  a atenção nesses casos é o fato de as pessoas repetirem coisas sem analisar. E depois, a mente fechada sou eu! Me enoja o fato do politicamente correto ter tomado conta da sociedade de tal forma, que tudo o que ensaie umas braçadinhas contra a maré (vermelha) é considerado crime, ainda que não o seja perante a lei. Querem cassar o mandato do Bolsonaro apenas por ele falar o que pensa. Será que as pessoas não percebem que isso é cometer o mesmo "mal" que elas dizem estar combatendo? Até onde será que isso vai? 

Ainda no mesmo programa, Jair Bolsonaro disse que nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay. Isso causou a reprovação de alguns telespectadores e um certo desconforto no Marcelo Tas, que tem uma filha gay. No programa seguinte, ele mostrou uma foto da filha dizendo que tinha muito orgulho de ser pai da Luiza . Notem que ele não disse que tem orgulho da Luiza ser gay, ele apenas tem orgulho da sua filha. Agora me digam, qual é a lógica de alguém ter orgulho de ter um filho gay? Os pais têm orgulho de ter filhos decentes, honestos, responsáveis, de bom caráter, independente de serem gays ou héteros. Quanta bobagem! Não esqueço também que, certa vez, perguntaram ao Tas, no twitter, se ele era gay. A sua resposta foi: Sou hétero. Ninguém é perfeito! Agora me digam se fosse o Bolsonaro falando de um dos seus filhos: Sim. Ele é gay. Ninguém é perfeito! Que babado não seria, hein? Caso de homofobia explícita! Inadmissível! 

"Um peso, duas medidas", definitivamente, não dá para mim. 

12 de abril de 2011

Ói eu aqui!

Sumi do blog e sumi da internet. A culpa é dos inventores do novo padrão brasileiro de tomadas. Prometo que volto em breve. Inté!

1 de abril de 2011

Omnibus

"Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."
                                                                                   João Guimarães Rosa 

23 de março de 2011

Pretérito perfeito X Infinitivo

Muita gente está ficando confusa ao usar o pretérito perfeito do indicativo na primeira pessoa do singular. Ou será que a dificuldade está em usar o infinitivo? Não sei. Mas andam trocando as bolas:

"Eu sentir isso na pele." (em vez de "eu senti isso na pele")

"Agora eu conseguir entender." (em vez de "agora eu consegui entender")

Estranho, não? Mas acontece muito por aí. As regras do uso do infinitivo flexionado são, realmente, meio complicadas, mas não é esse o caso. Acho que, aqui, problema é pontual, já que só vejo acontecer na mesma pessoa, no mesmo tempo verbal e na mesma conjugação (a 3ª). É muito interessante, pois nunca vi ninguém escrever "eu estudar muito ontem", por exemplo, mas já vi muitas frases do tipo "eu sorrir muito ontem".

A solução mais simples é tentar substituir o verbo terminado em ir por outro terminado em ar. Por exemplo, se você não escreve "eu estudar muito ontem", não tem sentido escrever "eu curtir muito ontem"."Eu estudei (passado) muito ontem" e "eu curti (passado) muito ontem" são frases bem mais bonitinhas.

Engraçado, agora que estou terminando o post,  lembrei que as pessoas estão escrevendo estar no lugar de está, e também esquecem de colocar o r no final da palavra quando é preciso. Será que a dificuldade estar está no infinitivo? Humm sinto que este post vai precisa  precisar de atualização.

Uma amiga linguista (íntima de Chomsky, diga-se de passagem) disse que o fenômeno acontece porque as pessoas tendem a escrever como falam, e a verdade é que a maioria dos brasileiros não pronuncia o r no final das palavras. Por outro lado, sabem que alguns verbos terminam em r, então, trocam tudo. Colocam o r onde não devem e deixam de colocar onde devem. Sendo assim, o mais importante é tentar entender o que se fala. Fica muito mais fácil. 

Vou "acionar alguns contatos" para ver se consigo dar didática ao post. Inté!


Atualização:


Quanto ao verbo estar, pode-se usar a mesma sugestão dada sobre os verbos terminados em ir: é só substituí-lo por outro verbo terminado em ar ou er.


Quanto aos verbos que têm o r "esquecido", só consigo lembrar daqueles que fazem o futuro com o verbo auxiliar ir. Então, se você for falar sobre o futuro da forma mais popular ("eu vou fazer", em vez de "eu farei", por exemplo), lembre-se que o verbo principal permanece no infinitivo impessoal. Conjuga-se apenas o verbo auxiliar.


Eu               vou fazer
Você     
Ele               vai fazer
A gente
Nós             vamos fazer
Eles             vão fazer


Nada de "ele vai faze", "nós vamos parti" etc. Nem no msn, nem no twitter. A linguagem da internet permite muitas coisas, mas tudo tem limite.




"É importante saber, para errar com propriedade."

19 de março de 2011

16 de março de 2011

Como passei meu carnaval (final)

Ainda na semana do carnaval, conheci (conhecemos, eu e minha cunha) uma loja que há muito tinha vontade, a Adriana Barra. Pensem numa loja linda! Totalmente diferente de tudo que eu já vi. Parece uma casa de boneca. Tem sofás, tapetes, rede, estantes, objetos de decoração e, no meio disso tudo, araras com as roupas à venda. Ah! E tem também sapatos. Tudo muito colorido, estampado, lindo e... caro. Extremamente caro. Os vestidos saem, em média, por R$1.000, os sapatos idem! Mas, o que eu procurava exatamente era o PicnicDric, um cantinho, bem pequenininho mesmo, dedicado aos esmaltes. Não que eles estejam à venda, mas você pode fazer as unhas, ou somente pintá-las. Foi o que eu fiz, e já me custou bem caro, R$ 25. Detalhe: saí com os dedos manchados, pois a manicure que me atendeu não limpou direito. De qualquer forma, foi a minha oportunidade de ver de perto esmaltes de marcas chiques no "úrtimo" e caros pra chuchu. Saí de lá com as mãos pesadas por conta das duas camadas de um Chanel. Mas, querem saber? Não vi diferença entre ele e um bom Colorama hahaha. Pode ser que meu "paladar" não seja tão refinado, mas foi o que achei.

Minhas unhas com o Blue Satin da Chanel. Duas camadas é demais, esconde o azul.

Unhas de cunha, com o Splendour da Chanel. Morri de inveja dela, não vou mentir...

Fomos também ao Shopping Cidade Jardim (aquele que foi assaltado algumas vezes). Este sim, é diferente. Não tem multidão, é lindo, é chique sem ser suntuoso. Tem lojas para quase todos os bolsos. Tem Chanel, Louis Vuitton, Hermès, mas também tem Zara, M.Officer, Richards. Não é nenhuma coisa de outro mundo. Até mesmo o preço do estacionamento é compatível com o dos outros shoppings, ou seja, caro, mas é o praticado. O cinema sim, foi uma decepção. Tentamos assistir ao "Discurso do Rei", mas só estava passando na sala VIP. Perguntei à atendente sobre as vantagens da sala e ela disse que era o "serviço de bordo" (que incluía comidinhas diferentes e bebidas como Champanhe) e a poltrona reclinável. Perguntei se o valor do ingresso já incluía os comes e bebes e ela disse que não. Ou seja, a única vantagem era a poltrona reclinável. Decidimos que não valia a pena (R$ 49). Fomos almoçar num restaurante tudo de bom, o Due Cuochi, esse sim vale todo o dindin dispensado. Ele fica no jardim da cobertura do shopping e tem mesas também ao ar livre. Depois, fizemos váaaaaarias compras imaginárias. Cheguei até a cansar! Pensem num lugar que me fez sentir inserida! "Por causa que glamour eu tenho, só me falta-me a grana" hahahaha.

Jardim da cobertura.

Cunha

Restaurante Due Cuochi.

14 de março de 2011

"Thoughtcrime does not entail death: thoughtcrime is death"

Eu poderia resumir esse post em duas sentenças:
1- Não acho justo que a homofobia seja considerada crime.
2- Sou contra o "kit gay" nas escolas.

Mas, se fizesse isso, a maioria das pessoas teria uma visão simplista e me rotularia de homofóbica, conservadora e burra. Vou começar dizendo que sim, posso até ser um pouco conservadora. Mas, definitivamente, não sou homofóbica. E não digo isso por achar que o homofóbico seja um criminoso ou para fazer média com a minoria da moda. Digo, simplesmente, por se tratar da verdade. Para explicar melhor, recorro ao dicionário:

(ho.mo.fo.bi. a)

sf.
1 Psic. Aversão ao homossexual ou ao homossexualismo.

[F.: homo + -fobia.]

Não me parece nem um pouco justo alguém ser preso por isso. A liberdade de pensamento (ou de sentimento) é uma das poucas que ainda nos restam. Isso não pode acabar assim, por um decreto. É um absurdo!

Há quem diga que a homofobia em si não será punida, apenas o ato criminoso praticado em razão dela. Aí vem a minha velha e simples constatação: para a ação sempre houve penalidade. Agredir o outro física ou verbalmente é crime sim! Mas não deve ser agravado por ser contra um homossexual. Não há lógica nenhuma nisso! É algo redundante e injusto.

Li o PL 122 e vi coisas absurdas, como pena de 2 a 5 anos de reclusão a quem "impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público" (art. 8º A). Se eu entendi direito, o dono de um estabelecimento vai ter que achar de bom gosto ver um casal homossexual se beijando, se amassando e outras coisas mais que não são especificadas. "Restringir", nesse contexto, é uma palavra perigosíssima. Eu, particularmente, não acho nada elegante ver um casal heterossexual se excedendo nas carícias em público, mas é lógico que vindo de um casal homossexual é muito mais chocante. Isso não é homofobia, é apenas ausência de hipocrisia, não se enganem! Olhem só o que diz o artigo 6º: "Recusar, negar, impedir, preterir, prejudicar, retardar ou excluir, em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional: pena - reclusão de 3 a 5 anos". Quer dizer então que uma escola não pode deixar de recrutar, para dar aulas a crianças, um professor travesti, por exemplo. Hã?! O projeto ainda coíbe atos "discriminatórios de ordem moral e filosófica". Trata-se de "crimideia*"? Será isso?

Como se não bastasse o tal do PL 122, que foi desarquivado pela fanfarrona Marta Suplicy, ainda querem implantar nas escolas públicas o "Kit gay", que seria um material de apoio ao combate à homofobia. Incluso no material, está o vídeo abaixo:



Sinceramente, não sei quem nem em que esse vídeo pode ajudar. Acredito que os homossexuais passem por problemas muito mais sérios do que o uso de banheiro feminino ou masculino, o uso de esmaltes ou nome fictício. Esse vídeo faz o problema parecer menor do que realmente é. Traz questões ridículas, que ridiculariza o garoto aspirante a travesti e impõe às pessoas o absurdo de ter que aceitar tudo o que seu mestre mandar. Agora veja se os professores, além de tudo, ainda vão ter que se prestar ao papel de chamar os alunos pelo nome que eles impuserem. Então, se um aluno achar que é um cachorro, a professora vai ter que chamá-lo de Totó? Tenham a santa paciência! E os pais, será que serão avisados? Será que assistirão ao vídeo antes? E qual será o real motivo de colocar isso nas escolas?

O presidente da ABGLT, Toni Reis, diz que muitos homossexuais são vítimas de bullying, e que por isso deixam a escola (engraçado é que as universidades estão cheias de homossexuais, muitos inclusive são alunos de destaque). Agora, o que me diria Toni Reis sobre os gordos, os narigudos, os muito magros, os sardentos, os usuários de óculos e aparelho dentário? Todos são vítimas de bullying. O bullying sim, deve ser coibido, independente de quem seja a vítima. Parece-me muito mais justo. Por que uma pessoa que maltrata, que agride um homossexual é mais criminosa do que a aquela que agride um gordo ou narigudo? Por que não lançam uma campanha de respeito ao outro? Não somos todos "iguais"? Ou será que agora os homossexuais são mais iguais que os outros?

Ainda segundo Toni Reis, todos os que são contra o projeto são homofóbicos e fundamentalistas religiosos. Ou seja, ninguém tem o direito de pensar diferente dele. Como eu sou contra isso tudo, gostaria de esclarecer que não tenho aversão ao homossexualismo ou ao homossexual, portanto, não sou homofóbica. Não sou, nunca fui e acho difícil que venha a ser religiosa. Não acho que os gays vão arder para sempre no mármore do inferno. Mas acho que, da mesma forma que o homossexual tem o direito de assumir sua homossexualidade e de esculhambar com a igreja, também os religiosos têm o direito de professar sua crença, a não ser que esta agrida física ou verbalmente o cidadão homossexual (o que é totalmente diferente de criticar o homossexualismo). Ser contra ou a favor do homossexualismo é direito de todos. Não podemos agora ser punidos por nossos pensamentos.

A impressão que me dá é que há uma espécie de vingança no ar, uma revolução, que não busca em momento algum igualdade, mas inversão de valores. Querem colocar na cabeça das pessoas que o mundo é gay. Não é! O mundo é hetero, a natureza é hetero e assim permanecerá. E não há mal nenhum nisso, como querem colocar. É lógico que a homossexualidade existe, que discussões sobre o assunto são necessárias. É evidente que os gays merecem respeito tanto quanto qualquer cidadão, mas não se pode enfiar o homossexualismo goela abaixo. Pior ainda, nas escolas! Primeiro, inventaram o absurdo da máquina de camisinha e cartilha do sexo nas escolas. Depois, inventaram o crime da palmada. Agora, é o "kit gay". Quanto absurdo! E o pior dos absurdos é enquadrar o cidadão contrário a isso no "crime do pensamento".

As militâncias costumam transformar integrantes de minorias em heróis, mitos. Da mesma forma, transformam seus opositores em vilões. Não me engano com um gay engraçado que tem um ar de inocência, nem com um negro, aparentemente sofredor, vítima do sistema. O que me encanta nas pessoas é a individualidade, não o coletivo. Desta forma, posso me encantar por gays ou heteros, brancos ou negros, pobres ou ricos, mas somente por serem quem são e não o que são.

A minha maior preocupação nessa história toda não é quanto às penas, pois sei que as leis não costumam ser cumpridas por aqui. O que me preocupa mesmo é o "crimedeter**" e o "negrobranco***". Afinal de contas, eu sou uma ideocriminosa.


* Crime ideológico, pensamentos ilegais.

** "Faculdade de deter, de paralisar, como por instinto, no limiar, qualquer pensamento perigoso. Inclui o poder de não perceber analogias, de não conseguir observar erros de lógica, de não compreender os argumentos mais simples e hostis ao Ingsoc, e de se aborrecer ou enojar por qualquer trem de pensamentos que possa tomar rumo herético.Crimedeter, em suma, significa estupidez protetora."

*** "Como muitas outras palavras em Novilíngua, esta tem dois sentidos mutuamente contraditórios. Quando é aplicada a um adversário, é o hábito de se afirmar que o negro é branco, apesar dos fatos evidentes. Quando aplicada a um membro do Partido, simboliza a lealdade de afirmar que preto é branco, se isso for exigido pelo Partido. Também significa acreditar que o preto é branco, ou até mais, saber que o preto é branco, e acreditar que jamais foi o contrário."

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