19 de novembro de 2010

Reservado aos fumantes!


Eu odeio cigarro. Mas odeio desde a época em que era politicamente correto gostar de cigarro. Desde a época em que era charme fumar e as propagandas eram permitidas. Mas, mesmo odiando com todas as minhas forças, nunca fui de ficar dando liçãozinha de moral a nenhum fumante. Cada um sabe de si e, a não ser que o fumante seja uma pessoa muito importante para mim, não tenho nada a ver com o vício alheio. O problema é quando o cigarro começa a incomodar aos outros, aos outros não, a mim.

O negócio é que a maioria dos fumantes acha que a fumaça não incomoda ninguém, principalmente se estivermos falando de ambientes ao ar livre. A verdade é que incomoda sim! Principalmente aos alérgicos, como eu. Posso detectar cheiro de cigarro a consideráveis metros de distância. Alguns fumantes podem dizer: "Engraçadinha... quer que todo mundo pare de fumar só para não irritar seu narizinho, é?" Minha resposta: "Mas é claro que sim!"

Sempre achei que os fumantes tinham o direito de fumar, mas acho que, se a pessoa gosta tanto de engolir fumaça, que faça trancada no seu apartamento, no seu quarto, no seu carro, ou seja, que fume sozinha. Acho um absurdo que os melhores lugares dos restaurantes (muitas vezes ao ar livre) sejam reservados aos fumantes. Sempre imaginei que o justo seria que existissem redomas de vidro para que os fumantes pudessem exercer seu direito à liberdade de fumar, sem que o meu direito à liberdade de respirar fosse prejudicado. Pois não é que já pensaram nisso antes de mim?

Eis que, no Japão, existem os fumódromos mais inteligentes que eu já vi. Encontrei dois tipos. O primeiro é um grande cinzeiro ao ar livre. As pessoas podem fumar na rua, mas tem que ser ali naquele lugarzinho. Não se pode sair por aí caminhando e dando baforadas na cara das pessoas.

O segundo é a tal redoma de vidro. Sensacional!


Se, por um acaso, algum dia, alguém cogitasse a hipótese de implantar esse sistema no Brasil, com certeza seria a maior "polêmica". Renderia ótimas matérias no Fantástico e ficaria por isso mesmo. Numa época em que as pessoas pensam em legalizar drogas, implantar um sistema deste tipo seria, para muitos, um retrocesso.

13 de novembro de 2010

12 de novembro de 2010

Palavra bonita

(me.ri.to.cra.ci.a)

sf.
1 Governo das pessoas mais competentes, dedicadas e trabalhadoras.
2 Sistema de seleção ou de promoção baseado nos méritos pessoais.

Fonte: Dicionário Aulete Digital

10 de novembro de 2010

Pelo motivo errado, ou "Alea jacta est"

O leitor deste blog já deve ter percebido que eu:

1. Amo São Paulo.
2. Gostaria de ter, mas não tenho, o mesmo amor pela Bahia.
3. Não gosto do PT.
4. Sou politicamente incorreta.
5. Não suporto agressividade gratuita.
6. Considero qualquer tipo de preconceito burrice, apesar de, às vezes, ser instintivo.

Agora revelo um outro ponto:

Não acho que preconceito deva ser crime. Primeiro, porque praticamente todo ser humano seria preso. Segundo, porque o preconceito em si só faz mal para quem o tem. Acredito que a má ação praticada em decorrência desse preconceito é que deve ser punida. Mas uma má ação já deve ser punida de qualquer forma, independente de ser motivada por preconceito ou não. Um indivíduo ou grupo que espanca um homossexual é tão criminoso quanto um indivíduo ou grupo que espanca um heterossexual. Sendo assim, seria desnecessário enquadrar esse indivíduo (ou grupo) por crime de homofobia, por exemplo. Bastava que fosse enquadrado nos crimes de tortura, lesão corporal, tentativa de homicídio ou algo parecido. E, por fim, a subjetividade pode fazer com que aconteçam punições injustas. Li rapidamente alguns artigos das leis e vi que elas definem como crime qualquer forma de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, classe econômica e orientação sexual. Alguns crimes são considerados mais graves se forem cometidos contra pessoas desses grupos. Ou seja, se eu for agredida, xingada ou molestada, o meu agressor sofrerá uma pena menor do que o agressor de um negro (digo, afro-descendente), ou de um homossexual (digo, homoafetivo), por exemplo. Já disse aqui que o que era para ser igualdade, virou inversão de valores. Parece-me que, na realidade, as minorias não querem ser iguais, querem ser mais. Ou melhor, querem pagar na mesma moeda. Existem muitas comunidades no orkut, por exemplo, com conteúdo "heterofóbico". Mas ninguém pode denunciar. Existem movimentos de orgulho negro espalhados por aí, mas se um branco decidir ter orgulho de sua "raça", é tachado de nazista. Tem um monte de estudante pobre falando mal da classe média, mas ninguém pode falar mal de pobre. Como se o fato da pessoa ser negra, homossexual e pobre já fizesse dela uma vítima, ainda que seja culpada.

O que me levou a escrever sobre esse tema foi o caso de Mayara Petruso, a famigerada tuiteira que falou mal dos nordestinos. É lógico que eu a considero imbecil e ignorante. Considero não, ela é. Mas o que me chamou a atenção foi que a população se voltou contra ela pelo conteúdo preconceituoso da sua mensagem, e chegaram a denunciá-la por crime de racismo, mas ninguém nem prestou atenção ao crime de incitação e apologia ao assassinato. Será que é pelo fato da lei considerar o racismo crime inafiançável e o homicídio não? Incitação ao assassinato, então, nem crime é.



Sinceramente, não vejo razão para ela ser indiciada por crime de racismo (pela apologia ao homicídio sim!). Ela é apenas uma infeliz que mostrou sua opinião sobre um povo que, certamente, não conhece. O preconceito típico. Mas, ainda assim, é a opinião dela. Eu fico aqui me perguntando se o mesmo aconteceria se um nordestino falasse mal do povo do sudeste ou do sul. Também vi comentários de ofensa a todos os conservadores, à classe média, aos tucanos, a todo o povo do sul e sudeste, como se todos fossem culpados e partilhassem da mesma opinião. Parece que este foi mais um motivo para os politicamente corretos se fazerem de vítima e clamarem por justiça. Mas, nessa defesa, podem atacar qualquer um. Sabem por quê? Porque tem uma lei que os protege. Aliás, tem uma lei que ME protege, pois sou nordestina de pai e mãe.



Por ter morado na Bahia durante muitos anos, posso dizer, com toda propriedade, que muitas coisas que falam de lá é verdade, sim senhor. O povo, definitivamente, não tem a mesma educação. E não estou falando de educação escolar, falo de educação civil mesmo. Civilidade. E isso não é preconceito, é "pós-conceito". Não que São Paulo seja ideal, mas é infinitamente melhor. Agora, dizer que nordestino é preguiçoso e vagabundo não é verdade. Os nordestinos sempre ajudaram São Paulo e vice-versa. Sempre houve uma troca. No passado, minha avó veio para cá trabalhar em casa de gente rica. Junto com ela, muitos vieram em busca de oportunidades que o nordeste não oferecia (e não oferece até hoje). Geralmente, era trabalho braçal. Ajudaram muito e, é claro, foram ajudados. Hoje, vimos (os nordestinos) para São Paulo para trabalhar em grandes empresas e, muitas vezes, liderar paulistas. E a troca continua. Nós oferecemos o nosso trabalho, nossa qualidade, nossa eficiência e eles retribuem com oportunidades, em uma cidade encantadora, onde as coisas funcionam, e pela qual todo mundo se apaixona. A agressividade gratuita de Mayara Petruso não condiz com o tratamento que recebi dos paulistanos. A mim, ela parece apenas uma mulher mal comida, de mal com a vida e ignorante. A diferença é que eu posso dizer o que penso sobre ela. Ela não pode fazer o mesmo porque, lembrem-se, sou nordestina.

Quanto ao Bolsa-família, é lógico que ajudou a eleição de Dilma e é lógico que o nordeste recebe mais porque é mais pobre. Mas tem muita gente que recebe o bolsa-família por preguiça sim! E não é só no nordeste. Tem muito paulista mamando também. Sabem por quê? Porque a desonestidade está no DNA do brasileiro. Espero, sinceramente, não ser presa por causa desse post. Tem muita gente por aí que deveria ir antes de mim (momento dramático hehehe).

Quanto a mim, NÃO tenho orgulho de ser nordestina, NÃO tenho orgulho de ser mulher, NÃO tenho orgulho de ser heterossexual, NÃO tenho orgulho de ser branca, NÃO tenho orgulho de ser brasileira. Pertencer a estas classes, pura e simplesmente, não faz de mim uma pessoa melhor. Esses orgulhos idiotas só fazem a gente se distanciar do que realmente importa: o caráter, os valores.

Vamos usar a democracia de forma inteligente. Vamos dizer tudo o que pensamos de forma fina, polida. Elegância sempre é tendência!

4 de novembro de 2010

Lola Magazine - Você não precisa. Você quer.

Mês passado, vi nas bancas uma revista que me chamou a atenção pela sua bela capa e pela associação que fiz com a sua propaganda: Lola - você não precisa, você quer! Meus cumprimentos aos publicitários responsáveis.


Resultado: comprei e adorei. A revista é feminina sem ser feminista. Repleta de coisinhas que toda mulher moderna gosta: moda, beleza, comidinha, comportamento, cultura, lugares. Tudo isso num layout dinâmico que deixa a leitura mais gostosa. Há quem diga que não se identificou por se tratar de uma revista voltada para a classe média alta. Para mim, serve de incentivo (mesmo que eu não tenha cacife para bancar uma sandália Louis Vuitton de 3000 reais kkkkkkkkk). Na verdade, pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual, como diria a sapiência popular de Joãozinho Trinta. Além do mais, a revista não é só isso.

Já imaginaram encontrar acessórios, maquiagem, roupas, entrevistas, culinária, dicas de lugares interessantes ao redor do mundo, decoração, livros, filmes, teatro, comportamento, tudo voltado para a mulher e tudo na mesma revista? Eu encontrei tudo isso em Lola. Comprei a edição de novembro e já estou terminando de ler. Excelente para relaxar e se inspirar.
Um dia eu chego lá...
Estava aqui pensando... bem que eu poderia ganhar um "qualquer" por esta propaganda, não é verdade?
Lola Magazine é da Editora Abril e custa R$ 10,00.
Twitter: @lolamag_
Site: http://www.lolamag.abril.com.br

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