6 de outubro de 2010

Nomenclatura

Hoje, assistindo a um programa de TV, uma desembargadora explicava a diferença da união estável na relação heterossexual e homoafetiva (como prefere chamar). Notem que a relação heterossexual continua sendo heterossexual. A relação homossexual agora é homoafetiva na linguagem politicamente correta. O que devo concluir? Que a relação entre pessoas do mesmo gênero é baseada no afeto enquanto a relação entre homem e mulher é baseada no sexo?Ou que essa mulher é mais uma hipócrita politicamente correta que tem a polêmica como esporte? Será que o homossexual se sente ofendido por ser chamado do que ele realmente é? Pelo menos até hoje, acho que não, mas é bem capaz de começarem a se sentir a partir de agora. Assim como os pretos agora querem ser tratados como afro-descendentes, a velhice quer ser chamada de "melhor idade"(???), os deficientes querem ser tratados como especiais etc.
Não há nada de mal em mudar o nome, afinal, as coisas continuam sendo as mesmas. O problema é taxar de preconceituoso quem não utiliza a nova linguagem. Afinal de contas, pretos são pretos e, no caso do Brasil, são tanto afro-descendentes quanto euro-descendentes. A velhice nunca foi e nunca será a melhor idade, tenha santa paciência! E os deficientes têm, realmente, algum tipo de deficiência, e isso não significa que sejam inúteis nem mais especiais que os outros.
Essa tentativa de acabar com preconceitos está invertendo valores, mitificando as minorias e demonizando a "maioria", ao invés de tornar todos iguais.

Um comentário:

  1. Bem, parece ser esse mesmo o objetivo, uma inversão total de valores.

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