27 de setembro de 2010

Estado de espírito

(an.si:e.da.de)

sf.
1 Sensação de aflição, receio ou agonia, sem causa aparente
2 Inquietação ou impaciência causada por algum desejo ou vontade [ + de, por ]

[F.: Do lat. anxietas, atis.]



fonte: Dicionário Aulete Digital

25 de setembro de 2010

A volta dos vídeos de sábado

Nessa época, Madonna foi criticada pela igreja por fazer apologia ao sexo antes do casamento e foi igualmente criticada por feministas pró-aborto por "keep her baby". Fazer o quê?

Eu adorava imitar suas dancinhas. Até hoje tento fazer aquela mexida de pernas hahaha.

Bom final de semana!

24 de setembro de 2010

Elogio à beleza

Desde pequena, sou uma admiradora da beleza. Quando via algo feio, ruim, avariado, chorava muito e queria sair do lugar de qualquer jeito. Era uma espécie de aversão à feiura. Aos poucos, obviamente, fui me acostumando a aceitar o mundo e a enfrentá-lo ao invés de fugir, mas a minha admiração pela beleza sempre esteve presente.


Adoro ver as belezas naturais de um lugar: o mar, os rios, as árvores, as montanhas, as flores (adoro flores). Sei admirar também as coisas belas feitas pelo homem: a arquitetura, cidades planejadas, arborizadas, praças, roupas, acessórios... Admiro também pessoas bonitas. Ah! Como é bom chegar num lugar onde tenha uma concentração grande de gente bonita! Como o conceito de beleza é muito subjetivo, vou dizer exatamente o que é "gente bonita" para mim: além das pessoas privilegiadas pela genética, que são poucas, gente bonita para mim também é gente bem cuidada, gente que passa um ar de tranquilidade, gente educada, limpa, discreta, fina, feliz, saudável, honesta, correta.

Pois bem, quando comecei a estudar na Universidade Federal, não podia compartilhar com ninguém esse sentimento, pois lá havia um movimento contrário a tudo o que eu acreditava. Era uma espécie de elogio à feiura e à pobreza. Eu, apesar de nunca ter tido dinheiro, nunca tive vocação para carmelita descalça. Na universidade, o legal era usar roupas estilo mendigo, pasta jogada para as costas, barba grande (estilo Los Hermanos), além de repetir exaustivamente que tudo o que era de bom gosto era coisa de mauricinho e patricinha e não fazia parte da nossa realidade. Ai como eu odiava ouvir isso. O pior é que a pessoa que não se entregasse ao desleixo era considerada burra. A pessoa que lesse Veja era burra. Quem não fosse ateu era burro. A pessoa que gostasse da única música de Los Hermanos que presta (Ana Júlia) era burra. A pessoa que não gostasse de tudo que fosse alternativo era burra. Quem não exaltasse a áfrica e rebaixasse a europa e os EUA era burro e preconceituoso. O MST acampava no campus e assaltava as pessoas e, mesmo assim, tínhamos que defendê-los, senão, éramos burros, vazios, superficiais. Quem não enxergasse o bandido como vítima era burro. E eu, que sempre admirei a beleza, acho que era uma espécie de ícone dos burros. Felizmente, a minha formatura foi uma beleza! Eu e outras "burras" lutamos contra esse pensamento idiota e conseguimos fazer algo que estava totalmente "fora" da nossa realidade. Ótimo. Se minha realidade é a pobreza (de dinheiro ou de espírito), quero mesmo é buscar uma realidade diferente. Sinceramente, não entendo o mal que há nisso.

A nossa vida é o bem mais precioso que temos. Sem o corpo, não há vida. Cuidar do corpo significa que nos preocupamos e zelamos por esse bem. Gostar de si não é errado, pelo contrário, é uma obrigação! Vestir-se bem para ir a um evento demonstra a importância que damos a ele. Vestir-se bem para ficar em casa demonstra a importância que damos à nossa própria companhia. Cuidar da saúde física e mental é prova de amor próprio. Procurar ser uma pessoa honrada é mais que uma prova de amor próprio, é prova de amor ao próximo. Ter moral não é ser otário ou burro. Burra é essa prisão. Burro é você deixar de comprar uma roupa porque é daquela marca, assim como é burro você só comprar por isso. Burro é você não ler o que tem vontade só porque disseram que gente inteligente não lê aquilo. Burro é você ser escravo do luxo ou do lixo. Burro é você fazer o que é errado só porque todo mundo faz. Burro é você se privar de outro bem precioso: a liberdade. Liberdade de falar o que pensa, de raciocinar, de ir para onde quiser, de querer mudar e lutar por isso, liberdade para buscar a beleza, para tornar-se belo.

Hoje, vejo que aquela ideologia da universidade está tomando maiores proporções.

O natural é belo. A feiura é exceção. Não podemos deixar que ela se torne regra.

20 de setembro de 2010

Alguém sabe a resposta?

Encontrei uma frase na internet, repetida por várias pessoas, em diversos blogs, como algo interessante, verdadeiro e sábio:


"É um absurdo classificar as pessoas em boas ou más. As pessoas são apenas encantadoras ou monótonas." Oscar Wilde


Mas, como sou uma pessoa de raciocínio lento, fiquei com uma dúvida enorme. Como classificaria um pai que mata a própria filha, um bandido que tortura, uma babá que faz mal a uma criança ou alguém que mata uma pessoa e oferece o corpo aos cachorros? Seriam essas pessoas apenas monótonas? Ou pior, encantadoras???

17 de setembro de 2010

Post Filatélico

Pessoal, ganhei estes selinhos da minha amiga Luci, do blog Ponto de Exclamação!


As recomendações são:




1- Falar 9 coisas sobre mim (achei pouco...):
  • Sou alegre de natureza;
  • Sou careta;
  • Não suporto gente mal-educada, mal amada, mal comida, histérica e agressiva;
  • Adoro ler e tomar café;
  • Honra é a qualidade que mais admiro nas pessoas;
  • Prefiro festas e reuniões entre amigos do que baladas onde ninguém pode se comunicar;
  • Na adolescência, preferia a noite. Hoje, prefiro o dia;
  • Tenho o sonho de conhecer Paris;
  • Não acredito em horóscopo, duendes, ETs, 2012, "Quem somos nós?", predestinação, teorias conspiratórias internacionais de lavagem cerebral em massa, folhas que curam tudo etc.


2. Seis pessoas que eu amo (ou colocar suas fotos):
Vai ficar faltando muita gente, mas...
  • Meu primogênito;
  • Meu caçulinha;
  • Meu hubby;
  • Painho;
  • Mainha;
  • Minha mana caçulinha.


3. Indicar de 6 a 9 blogs:

10 de setembro de 2010

Vamu transar, galera!

O Ministério da Saúde vai implantar, nas escolas públicas do país, máquinas de preservativo. Sei que a notícia não é nova, mas não posso deixar passar em branco. A iniciativa está sendo criticada pelos conservadores caretas, mas já está decidido. Cabe a cada escola decidir se vai querer a máquina ou não.

Os que são a favor dizem que a maioria dos adolescentes tem vida sexual ativa e que, portanto, não adianta tapar o sol com a peneira. Eles acreditam também que isso vai ajudar a combater as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce, já que os jovens não utilizam camisinha hoje em dia porque muitos não têm dinheiro para comprar.

Ultimamente, tem sido assim: dá-se uma justificativa imbecil para uma medida igualmente imbecil e pronto. É uma receita infalível. Ouvi dizer que, há algum tempo, o governo distribuiu, também nas escolas públicas, cartilhas sexuais que vão além do ensino técnico e chegam até a dar dicas de sedução para crianças de 13 anos. É o fim da picada!

Na minha época de escola, tive eduação sexual. Lembro-me até hoje da primeira aula. Foi nela que aprendi o que era, de fato, a menstruação. Durante todo o ano, tivemos aulas técnicas, inclusive com recursos audiovisuais, que ensinaram direitinho o que é o sexo e, principalmete, as consequências da sua prática. Não precisa ser religioso para saber que o principal objetivo do sexo é a procriação e que, portanto, a gravidez é uma coisa bem provável de acontecer quando você o pratica. Todas as mudanças hormonais que ocorrem no corpo na hora do sexo têm o objetivo de promover a fecundação. A mulher, inclusive, tem mais desejo sexual no período fértil. Isso é um fato. É a natureza. Até um ateu reconhece. Então, por que dar dicas de sedução e incentivar ao sexo uma criança que não pode nem arcar com essa consequência? Será que é porque o aborto será o próximo item do pacote? É como se alguém dissesse: "olha, vai lá, seduz assim, faz essa posição assim, diz essas coisas aqui no pé do ouvido, coloca a camisinha desse jeito que é legal e, se por um acaso a camisinha estourar e rolar uma gravidez, a gente faz um aborto." Tudo bem que usando camisinha fica muito difícil engravidar, mas fazer sexo é assumir o risco.

Outro ponto é a questão das doenças sexualmente transmissíveis. Eu conheço gente que teve acesso a toda informação do mundo e que tem dinheiro suficiente para fazer um estoque enorme de camisinhas e, mesmo assim, transa sem preservativo com desconhecidos. Então, para mim, essa história não cola. O máximo que o governo pode e deve fazer é informar, "conscientizar". Aliás, o próprio governo já oferece preservativos nos postos de saúde e isso já é mais do que suficiente. Colocar uma maquininha na escola vai incentivar o sexo indiscriminado, além de suscitar a curiosidade de forma artificial daqueles que ainda não estão pensando no assunto.

Antigamente, a descoberta do sexo se dava naturalmente, desde a primeira infância. O processo acelerava na puberdade, os namoros iam fazendo a gente descobrir as coisas aos poucos, até chegar ao sexo de fato que, por ser algo desincentivado (mas que nem por isso deixava de acontecer), era feito com mais cautela. Não sou contra o sexo antes do casamento, nem sou contra a pessoa ter experiências sexuais com quantos parceiros achar por bem ter ao longo da vida. Acredito que a procriação seja o principal objetivo do sexo e não o único. Mas acho que sexo é coisa séria e tem que acontecer com maturidade física, mental e emocional. Uma criança de 13, 14, 15 anos não tem maturidade para isso. Esse incentivo do governo deveria ser enquadrado nos crimes de assédio sexual e pedofilia.

Adolescentes do meu Brasil que leem este blog e que, porventura, ainda são virgens. Não há nada de mal nisso. Você não é pior nem melhor do que seus amigos não-virgens. Faça o que a sua consciência e seu bom-senso mandarem. O governo NÃO vai assumir a responsabilidade pelos seus atos. A função dele é apenas dar a corda...

9 de setembro de 2010

Quero o Keane de volta!


Povo, estou para falar sobre o novo EP (até hoje não entendi direito o que é isso) do Keane, Night Train, há um tempinho. Consegui comprá-lo na minha ida à Livraria da Vila, em Junho. Bom, não achei lá essas coisas. Fiquei um pouco decepcionada, pois não consegui reconhecer a banda em quase nenhuma das canções. Não é que seja horrível, mas não é ótimo e não é Keane. Desde o álbum Perfect Symmetry eles têm tentado coisas novas e eu até estava gostando. Logo que ouvi a primeira música do Perfect Symmetry, eu achei muito estranho, também não reconheci o Keane, mas gostei muito do que ouvi. É como comer Pizza Hut: não é pizza, mas é muito bom. Já o Night Train... bom, eles chamaram um rapper para fazer participação especial em duas canções e, se tem uma coisa que eu odeio, é estar ouvindo uma música, com uma melodia boa e, de repente, entrar um Rap. Não há nada mais brochante. Night Train é a confirmação das máximas "se melhorar, estraga" e "não se mexe em time que está ganhando". Vou aguardar ansiosamente o próximo álbum ser lançado e, enquanto isso, vou ouvir muito o "Hopes and Fears" e o "Perfect Symmetry".

8 de setembro de 2010

Bandido bom é bandido morto

Domingo, na tentativa de fugir do programa Hipertensão da Rede Globo (a melhor TV do Brasil, mas que às vezes me inventa cada uma...), resolvi mudar para um canal que nunca assisto, a Record, e me deparei com o filme TROPA DE ELITE. Decidi assistir pela segunda vez.



Já tinha me esquecido do quanto o filme é bom, bem feito e com atuações excelentes. Mas, apesar disso, foi muito criticado na época por seu conteúdo violento. Eu, particularmente, não vi nada que já não tivesse visto nos filmes de ação americanos. Por que será que causou tanto espanto? Talvez por retratar a nossa realidade. Drogas, armas, policiais corruptos e Rio de Janeiro é mais verossímil para nós do que drogas, armas, policiais corruptos e Nova Iorque. A mudança de local faz com que o policial honesto seja mais cruel, o bandido seja mais vítima do sistema e o policial corrupto seja apenas alguém sem escolha.
Chegaram a "acusar" o roteirista e diretor José Padilha de reacionário. Mas ele tratou logo de esclarecer a situação, dizendo que o objetivo do filme era justamente o oposto, ou seja, o Capitão Nascimento é alguém que age de forma errada, é um exemplo a não se seguir. O próprio Wagner Moura disse que se fosse na Suécia ou na Finlândia, o personagem jamais cairia nas graças do público. Talvez por eles não precisarem de um Capitão Nascimento, não é? Talvez por que eles não sejam um povo tão sedento de justiça e honestidade.

Esse pessoal que diz que o Capitão Nascimento é um personagem que não deveria existir na vida real tem que apresentar uma alternativa melhor para lidar com bandido. Para mim, bandido bom é bandido morto. Não interessa se ele teve uma infância difícil. Como disse meu amigo Machadão, "a ocasião faz o furto: o ladrão nasce feito". E tem mais, para mim, não somos todos iguais. Existem seres humanos melhores que outros. Tratar todos da mesma forma é ser injusto com quem faz a coisa certa.


Adorei o filme e o vi da maneira politicamente incorreta mesmo. Adorei ver maconheiros e pequenos traficantes vestidos de branco em passeata pela "paz". Adorei ver a "consciência social" achar legal ser amigo de bandido e depois se ferrar nas mãos dos próprios.


Quero a turma do Capitão Nascimento tomando conta do Brasil. Ah! E se quiserem um filme que dá um excelente exemplo a não se seguir, recomendo "Cazuza - O tempo não para".

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