31 de agosto de 2010

Beautiful

Encontrei o vídeo desta música no perfil de uma amiga blogueira. Como amo música, decidi dar uma olhadinha. Trata-se de uma música bastante tocada na década de 90, mas nunca tinha prestado atenção à letra. Resolvi fazer uma interpretação livre. Na minha cabeça, beautiful é tudo o que se perdeu: honra e amor.


Beautiful
(Marillion)
Everybody knows we live in a world
Where they give bad names to beautiful things
Everybody knows we live in a world
Where we don't give beautiful things a second glance
Heaven only knows we live in a world
Where what we call beautiful is just something on sale
People laughing behind their hands
As the fragile and the sensitive are given no chance

And the leaves turn from red to brown
To be trodden down
To be trodden down
And the leaves turn from red to brown
Fall to the ground
Fall to the ground

We don't have to live in a world
Where we give bad names to beautiful things
We should live in a beautiful world
We should give beautiful a second chance

And the leaves fall from red to brown
To be trodden down
Trodden down
And the leaves turn green to red to brown
Fall to the ground
And get kicked around

You strong enough to be
Have you the courage to be
Have you the faith to be
Honest enough to stay
Don't have to be the same
Don't have to be this way
C'mon and sign your name
You wild enough to remain beautiful?
Beautiful

And the leaves turn from red to brown
To be trodden down
Trodden down
And we fall green to red to brown
Fall to the ground
But we can turn it around

You strong enough to be
Why don't you stand up and say
Give yourself a break
They'll laugh at you anyway
So why don't you stand up and be
Beautiful

Black, white, red, gold, and brown
We're stuck in this world
Nowhere to go
Turnin' around
What are you so afraid of?
Show us what you're made of
Be yourself and be beautiful
Beautiful



Café da tarde

Cafezinho com sequilhos de limão. Hummmmm



Que livro você é?

Estava eu lendo alguns dos blogs que sigo, quando me deparei com um post sobre um desses testes de internet e decidi imitar. O teste chama-se "Que livro você é?" e pode ser encontrado aqui.




Meu resultado foi:




"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.




Concordo. Realmente estou numa fase mais introspectiva, mas acho que não chego ao ponto de assustar pessoas. Será? Se for assim, as pessoas estão disfarçando bem. De qualquer forma, já é a segunda vez que me deparo com Clarice Lispector nesses testes de internet e ainda não conheço sua obra. Só li "A Hora da Estrela" para o vestibular... ah! E o primeiro livro que me lembro de ter lido também é dela: "A vida íntima de Laura". Quem sabe não está na hora de um reencontro?

28 de agosto de 2010

A irresponsabilidade quer ser um direito garantido por lei

O fato de ter encontrado um número grande de movimentos pró-aborto na internet me impressionou, e me levou a procurar conhecer os argumentos desses movimentos. Comecei a procurar em comunidades do Orkut e no Google e os argumentos são, basicamente, estes:
  • O aborto teria que ser uma opção da mulher, já que ela tem direito de exercer sua liberdade sexual, conquistada com tanta luta.
  • As mulheres estão morrendo porque têm de recorrer a clínicas clandestinas, sem cuidados com a higiene e com profissionais desqualificados.
  • Seria melhor fazer um aborto do que não dar uma vida digna à criança.
  • Os adolescentes teriam que abandonar sonhos para cuidar dos filhos.

Parece brincadeira, mas são esses argumentos vazios, inconsistentes, que estão fazendo a cabeça das pessoas. Eu amo a liberdade. Não tem coisa melhor do que ser livre. Mas existe algo que vem sempre junto com a liberdade: a responsabilidade. Acontece que todos querem ter liberdade, mas ninguém quer assumir as consequências de seus atos.

A mulher quer liberdade sexual, acho ótimo. Existem muitos métodos contraceptivos à disposição no mercado com quase 100% de eficácia, que garantem à mulher o direito de fazer da sua vida sexual o que bem entender. E todo mundo sabe, não tem como contestar. Arrisco dizer que todas as mulheres que recorrem ao aborto ilegal sabem exatamente o que deveriam ter feito. Pois bem, elas vão a essas clínicas, são mal cuidadas e, por vezes, morrem. Coitadas! Mulheres que sabiam muito bem as consequências de ter uma relação sexual sem usar nenhum método contraceptivo não podem morrer. Fetos que não pediram para ser feitos podem morrer, não tem nada demais. O engraçado é que essas pessoas, geralmente, são as mesmas politicamente corretas que são contra a pena de morte para assassinos, estupradores, torturadores, traficantes, e são as mesmas que aparecem por aí defendendo as criancinhas das palmadas dos pais opressores e covardes.

Os outros argumentos têm a ver com essa nova moda de liberar geral, fazer o que der na telha, e dane-se o resto, o importante é ser feliz. Quando alguém abre a boca para dizer que não é justo um jovem ter que desistir dos sonhos para cuidar de um filho, está incentivando a irresponsabilidade. É claro que é justo ele desistir do sonho. Ele tem que assumir as consequências de ter usado sua liberdade sem sabedoria. O que não é justo é um inocente pagar por isso. Se a família não tem condições, dá-se um jeito, existem alternativas. Matar um bebezinho jamais pode ser opção.

Se o aborto for legalizado no Brasil, ao contrário do que dizem, o número de cirurgias vai crescer absurdamente. Não existe maior incentivo do que esse. É como legalizar as drogas. Se o povo já consome tanto hoje, imagine se puder comprar no bar da esquina?

Não é fácil cuidar de uma criança, é muito mais fácil ser inconsequente, eu admito. Não tenho nada contra os inconsequentes, desde que sua irresponsabilidade atinja somente a eles. Enfim, se você não tem dinheiro para comprar comida para seu filho ou, simplesmente, não quer ter um filho, não engravide. Use algum método anticoncepcional. Faça abstinência sexual. Mas não mate um ser que você própria criou.

26 de agosto de 2010

Preocupante...

Estava procurando, na internet, algumas imagens CONTRA o aborto para colocar no blog. Surpreendentemente, achei uma quantidade maior de imagens a favor da legalização do aborto. É triste...

23 de agosto de 2010

Voto Consciente

O horário político OBRIGATÓRIO começou a “ajudar” os eleitores a exercer seu DEVER de votar. Como se não bastasse ter que ouvir a ladainha dos candidatos, somos obrigados a ouvir os apelos dos engajados para que votemos de forma consciente. Para quem não sabe o que é votar consciente, eu explico: é votar no candidato do engajado. Se você votar em qualquer outro candidato, você cairá na enorme lista dos brasileiros que não sabem votar. Se você decidir votar nulo, então, você se tornará um alienado, um desertor, um fraco, alguém que não se importa com o futuro do próprio país.

Pois eu digo que, justamente por me importar com o futuro do meu país, me recuso a ter que escolher entre candidatos como Mulher Pêra, Tiririca, Ronaldo Esper, KLB, Netinho, Maguila, Dinei, Simony, pastores, crias de Enéas, Malufs, Dilmas etc, para me representar.

Os principais candidatos têm um discurso muito bonito. O engraçado é que todos eles querem ganhar os louros pelas mesmas conquistas, pelos mesmos feitos. O povo tem que estudar durante alguns meses sobre nossa história política recente para que possa saber quem está dizendo a verdade. Percebi que a receita dos discursos tem sido uma só: verdade supervalorizada + mentira deslavada. Falo aqui dos candidatos ao Senado, Governo e Presidência. Os candidatos a deputado são todos personagens que têm um único objetivo: tirar onda com nossa cara.

Agora, eu pergunto: como é que figuras desse tipo têm a candidatura aprovada? Que palhaçada é essa? Não existem regras para isso? Como exigir do eleitor seriedade na hora de votar? Por que as pessoas que não concordam com esse circo são marginalizadas?

Eu, de minha parte, não nutro esperança. Independente de quem ganhe, tenho certeza que falcatruas aparecerão, engajados reclamarão, quem é honesto vai virar ladrão e reinará a podridão. Sei que nunca existiu, não existe e nunca existirá um governo perfeito, mas acho que até a imperfeição tem limite.

22 de agosto de 2010

Aprendendo a observar semelhanças, ao invés de diferenças, com uma criança

No post anterior, falei de um livrinho que comprei na Bienal. É um livro bem pequeno, mas que trata de um assunto muito interessante: a questão da (não) existência de raças humanas. Comecei a ler no metrô, a caminho de casa e, logo no início, um trecho me fez recordar uma situação interessante.

Eis o trecho:

"Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável consequência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da "natureza humana". Isso não é verdade." Sérgio D. J. Pena "Humanidade Sem Raças?" PubliFolha

Eis a situação:

Estávamos, eu e meu filho (na época, com 2 anos e meio e recém presenteado com um irmãozinho), em frente à TV, quando surgiu numa propaganda um bebezinho de pele negra. Na mesma hora, o meu filho deu um grito: OLHA MAMÃE! Eu, com 30 anos de informação na cabeça, gelei por dentro, morrendo de medo que ele demonstrasse qualquer sinal de racismo assim tão novinho, e perguntei: o que foi, meu amor? E ele disse: igualzinho ao Pedro!

21 de agosto de 2010

Bienal

Finalmente consegui visitar a Bienal do livro. Infelizmente, não consegui ver tudo o que queria porque, hoje em dia, sou uma pessoa refém dos horários. Passei exatas 5 horas lá dentro e não consegui ver nem ¼ dos stands. Mas, mesmo assim, foi um passeio maravilhoso. A única coisa que deixou a desejar foi o preço dos livros. Definitivamente, não vale a pena, é muito mais vantajoso comprar pela internet, ou mesmo nas livrarias. Comprei apenas alguns livrinhos infantis e um livrinho (livrinho mesmo, bem fininho e pequeno) para mim.



Os marcadores de página é que encheram de fato a minha sacola. A Bienal é um paraíso para colecionadores como eu. A maioria foi cortesia das editoras, menos estes, que eu tive que comprar:




Queria poder falar sobre as palestras e encontros com os escritores, mas não pude ficar para ver. Espero que os outros visitantes tenham aproveitado mais do que eu. Meu dia ainda virá!




Dica rapidinha

Para utilizar um outro verbo depois do verbo começar, é necessário o uso da preposição a:

Começar a fazer.
Começar a descer.
Começar a brincar.

12 de agosto de 2010

Meme - Filmes que marcaram a infância e a adolescência


Há um tempinho eu recebi um meme da minha amiga Luci, do blog Ponto de exclamação!.
Este meme consiste em responder a seguinte pergunta:


"Quais os 5 filmes que marcaram sua infância e adolescência?"

Não consegui escolher apenas 5, por isso demorei a postar. Na verdade, pensei em vários, mas consegui chegar a 10. Resolvi postar assim mesmo, contrariando as regras. Adorei recordar "a aurora da minha vida, a minha infância querida que os anos não trazem mais"...

8 de agosto de 2010

Quatro séculos de mesmice

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

...

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

...

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.


Gregório de Mattos Guerra - século XVII

2 de agosto de 2010

O que as cidades têm a me dizer...

São Paulo

Eu não tenho belezas naturais e sou muito poluída, mas vou oferecer toda a estrutura para que você se sinta à vontade e tenha qualidade de vida. Vou fazer o que puder para superar minhas deficiências, senhora.


Salvador

Olha só quanta praia bonita e quanta barraquinha vendendo cerveja e água de coco sob esse sol maravilhoso. Quer mais o quê, coisinha?

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