30 de julho de 2010

Esclarecimentos sobre minha pessoa

  • Não ser militante da causa gay não faz de mim homofóbica.
  • Ter mais identificação com a cultura europeia do que com a cultura africana não faz de mim racista.
  • Ter ambição e gostar do que é bom não faz de mim superficial.
  • Abominar o jeitinho brasileiro não faz de mim otária.
  • Preferir passar as férias em Paris do que no Malaui não faz de mim uma pessoa má.
  • Não ter religião não faz de mim ateia (sim, essa palavra existe).
  • Não gostar de ofender as pessoas não faz de mim alguém sem personalidade.
  • Votar nulo não significa que não vote consciente.
  • Acreditar que o bem e o mal existam não faz de mim simplista.
  • Ser politicamente incorreta não faz de mim uma pessoa incorreta.

... e tudo isso muito, mas muuuuuito pelo contrário...

28 de julho de 2010

Hã?!

Lendo o blog de uma amiga, lembrei-me de umas conversas incomuns que tive com uma antiga diarista.

Conversa 1:
Ela: você já viu o que o povo anda inventando?
Eu: o quê?
Ela: estão dizendo que o papa está aqui. Onde já se viu aqui ter papa?
Eu: mas o papa realmente está aqui.
Ela: esse povo gosta de fazer a gente de besta.
Eu: é verdade.

Conversa 2:
Ela: o que é meningite? É os caroço, é?
Eu: não. Meningite é uma inflamação na membrana que encobre o cérebro.
Ela: Ah! Então deve ser caroço mesmo, né?
Eu: é, deve ser...

Conversa 3:
Ela: menina, eu não sabia que tinha tanta coisa no nosso útero. Você sabia que tem tudo lá?
Eu: como assim?
Ela: eu fui fazer um exame e os médicos disseram que estava tudo lá.
Eu: o quê???
Ela: sexta-feira, quarta-feira, seis e meia... tá tudo lá no útero.
Eu: ah, tá...

26 de julho de 2010

Sorteio!

O blog TUDO NÃO É RELATIVO está sorteando o livro "Não somos racistas", do Ali Kamel. Quem quiser participar, é só visitar o blog e seguir as instruções.





Tudo não é relativo considera que o racismo é mais uma forma odiosa de classismo ou coletivismo (i.e. de estabelecimento de direitos para (alguns) grupos sociais em detrimento de outros) e, portanto, julga que estas alteração no Estatuto da Igualdade Racial são de importância fundamental para a manutenção do Estado do Direito, para a preservação dos direitos individuais e para o combate à tese racista de que a cor da pele ou raça deve ser fonte de direitos formais distintos para as pessoas, em detrimento do tratamento juridicamente igualitário de todos os indivíduos e cidadãos brasileiros.

Para celebrar essa conquista (i.e. barrar os avanços de uma forma politicamente correta de racismo), Tudo não é relativo vai sortear DOIS exemplares do livro “Não somos racistas — uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor”, do jornalista Ali Kamel.

22 de julho de 2010

Av. Paulista



"The voices in the streets you love
Everything is better when you hear that sound
Woah!Woah!Woah!"




20 de julho de 2010

Feliz Amizade!


Feliz Dia da Amizade/do Amigo a todos os que são amigos! Não só aos amigos confidentes, amigos para todas as horas, mas também aos amigos de "de vez em quando", amigos de bar, amigos do trabalho, da faculdade, amigos de infância, amigos que não se vêem há muito, amigos virtuais, amigos que fazem rir, amigos conselheiros, amigos "filhos", amigos que têm afinidades, amigos diferentes, amigos de festa, amigAs de shopping, de cinema, amigos temporários, amigos eternos... Considero todos amigos, cada um do seu jeito, cada um com algo diferente para oferecer. O importante é querer bem!


"...sei que a poesia está para a prosa assim como o amor está para a amizade. E quem há de negar que esta lhe é superior?" Caetano Veloso

19 de julho de 2010

30 anos sem o poetinha IV



Onde anda você

E por falar em saudade onde anda você
Onde andam seus olhos que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto de tanto prazer
E por falar em beleza onde anda a canção
Que se ouvia na noite dos bares de então
Onde a gente ficava,onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
que apesar dos pesares,
Me trazem você
E por falar em paixão, em razão de viver,
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares, na noite, nos bares
Onde anda você?


Música linda, linda, linda!
Acho que estou ficando "véia"...

18 de julho de 2010

30 anos sem o poetinha III

E o poetinha fala de amor...


Para Viver Um Grande Amor
Vinicius de Moraes


Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Sei que essa visão de amor anda um pouco ultrapassada, já que na vida "real" é um pouco difícil de acontecer. Justamente por isso, há uma tendência das pessoas de negarem ou até mesmo desdenharem desse tipo de amor. O fato é que todo mundo quer ter um amor assim [parece letra de pagode] e essa negação é uma forma de se contentar com o que tem. Afinal de contas, "quem desdenha quer comprar".

14 de julho de 2010

Eu apanhei, tu apanhaste, ele apanhou...

Pronto. Era só o que faltava. Inventaram um projeto de lei que proíbe os pais de darem palmadas nos seus filhos. Os pais que infringirem a lei podem ser denunciados por pessoas próximas, como parentes e vizinhos. Vai ser um prato cheio para os fofoqueiros de plantão. E só. Eu queria saber como é que vão conseguir provar que os pais deram palmadas nos filhos. Será que vão instalar câmeras e escuta, ao estilo espionagem de filme americano? Sim, porque palmada não deixa marcas. E essa lei é específica para palmadas, já que tortura e lesão corporal já são crimes e, portanto, não seria necessária outra lei.

Uma psicóloga, cujo nome não me recordo, justificou seu apoio ao projeto dizendo que palmadas geram traumas e fazem com que a criança aprenda a ser violenta. Pois bem, eu, que era uma criança bem quietinha e obediente, apanhei e... adivinhem... não fiquei traumatizada. Meu filho, que não é uma criança quietinha, nunca tinha apanhado até que... adivinhem... ele me bateu. Será que ele aprendeu a ser violento comigo? Será que, nesse caso, eu devo sentar num divã com uma criança de 3 anos e, depois de levar um tapa, tentar explicar todas as razões morais pelas quais um filho não deve bater na mãe? Quero deixar claro que não sou contra a conversa e não sou a favor do espancamento, mas a palmada é um recurso sim, desde que o mundo é mundo. E ninguém nunca ficou traumatizado por isso.

O estado deveria se preocupar em educar os cidadãos e deixar os pais educarem os seus filhos. Mas não querem fazer uma coisa nem outra. Os pais que tentam educar seus filhos utilizando a palmada como um recurso são punidos, os pais que são realmente bandidos e vão presos recebem auxílio reclusão. Parem o mundo que eu quero descer!

12 de julho de 2010

30 anos sem o Poetinha II

Eu não só lia Vinícius, como ouvia Vinícius. Aliás, vou confessar que ouvia muito mais do que lia. Quando adolescente, adorava me reunir com os amigos para tomar vinho barato e ouvir Bossa Nova. Minha mãe tinha um LP duplo de Vinícius, com canções que ele fez em parceria com diversos compositores. Foi ouvindo esses discos que me apaixonei pelo Vinícius letrista e pela Bossa Nova em si. A letra dessa canção foi musicada por Tom Jobim.


Voz de João Gilberto

Chega de Saudade

Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai

Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca

Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim

Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim

30 anos sem o Poetinha

Há 30 anos, eu completava meu primeiro aniversário e morria Vinícius de Moraes.
Vinícius foi o meu primeiro poeta e, por isso, vou dedicar alguns posts a ele. Não vou necessariamente escrever sobre ele, mas vou deixar algumas coisinhas da sua obra que me marcaram. Para começar, o primeiro poema que li na vida. Lembro-me até hoje do cheiro do papel, da fonte e do tamanho da letra.

Teu Nome

Teu nome, Maria Lúcia
Tem qualquer coisa que afaga
Como uma lua macia
Brilhando à flor de uma vaga.
Parece um mar que marulha
De manso sobre uma praia
Tem o palor que irradia
A estrela quando desmaia.
É um doce nome de filha
É um belo nome de amada
Lembra um pedaço de ilha
Surgindo de madrugada.
Tem um cheirinho de murta
E é suave como a pelúcia
É acorde que nunca finda
É coisa por demais linda
Teu nome, Maria Lúcia...

11 de julho de 2010

8 de julho de 2010

Passeios II: Museu da Língua Portuguesa - MENAS



Deixei para falar sobre a visita ao Museu da LP num post separado porque eu simplesmente adoro o Museu. É um museu totalmente diferente, não tem cara de museu, não que eu tenha algo contra os tradicionais, mas, nada como uma boa novidade, não é? Lembro-me da primeira vez que estive lá. Fiquei fascinada. Não me esqueço de um garotinho que se sentou ao meu lado, logo após a exibição do filme, na hora do áudio com projeção de imagens. Ele estava com a mãe e o irmãzinho e aparentava ter uns 8 anos. Via-se que era uma família pobre de dinheiro, mas com muita sensibilidade. Primeiro da mãe, que aproveitou as férias escolares para levar os filhos ao museu, depois, do garoto, que se emocionou com o que viu, a ponto de chorar. E eu, que sou uma manteiga derretida, me emocionei com a emoção dele e até hoje choro quando me lembro da cena. Lembro-me da mãe perguntando: está gostando, filho? E ele, visivelmente emocionado, fez que sim com a cabecinha, enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto (e enquanto várias escorriam pelo meu).

Para quem não conhece, o museu é dividido em três partes: o 1º andar, onde ficam as exposições temporárias, o 2º andar, com a exposição permanente e o 3ºandar, com o auditório onde acontece a projeção de um filme de 10 minutos sobre as origens da Língua Portuguesa falada no Brasil. Dessa vez, só pude visitar a exposição temporária mesmo.

No quesito beleza e inovação, a exposição não deixou a desejar, mas ainda estou em dúvida quanto à informação. Pensei, pensei e não consegui decidir se tem informação demais ou de menos.

Já não me lembro de muita coisa que estudei na faculdade, mas lembro-me que Linguística era uma disciplina amada por (quase) todos. Era uma forma interessante e totalmente nova de ver a língua. Aprendemos a esquecer os preconceitos e a enxergar a beleza dos diversos falares. Mas aprendemos também que é essencial dominar a norma culta e que não é da alçada do linguista atribuir à língua juízo de valor.

Com exceção de um quadro contendo os erros mais comuns cometidos pelos falantes, todas as outras instalações da exposição MENAS tiveram o objetivo de incutir na cabeça das pessoas que não existe erro. Uma das instalações traz um jogo, onde o visitante deve escolher uma resposta correta para diversas questões. O detalhe é que todas as respostas estão corretas, ou seja, o jogo se torna chato e sem sentido.


Logo na entrada, uma instalação com jogos de espelhos que formam sentenças trazem alguns conceitos interessantes. Eis alguns:


- O erro de hoje pode ser o acerto de amanhã. (Sim. Está mais do que provado. Além do mais, a sentença admite a existência do erro.)


- Se alguém usou uma palavra, ela existe. (Existe. Mas não quer dizer que esteja correta.)


- Todos têm sotaque, ainda bem. (Eu, particularmente, detesto sotaque kkkkk.)


- As gramáticas têm mais dúvidas que certezas. (Achei que o tom exagerado foi para dar mais credibilidade à frase.)


- Saber falar e escrever é fazer-se compreender. (Foi a que eu mais gostei. Acho que a forma mais fácil de se fazer entender é usar a norma culta. Não estou falando de linguagem arcaica e vocabulário rebuscado. Falo de linguagem simples, porém, culta.)


- Não existem erros absolutos na língua. (Discordo.)


- Língua é uso. (Sim...)


- A língua varia no tempo e no espaço. (Fato.)


- As crianças dão à língua a lógica que ela tem. (Não sei se captei a mensagem mas, se é o que estou pensando, faz sentido.)


- Quero ser um poliglota na minha própria língua. (Sim, mas, se tiver que escolher uma variante, que seja a culta. Todos vão entender você.)


O texto de apresentação determina a visão que o visitante deve ter: “Numa sociedade plural e democrática, sempre haverá, de um lado, quem considere que a correção linguística é absoluta e, de outro, aqueles que adotam uma postura de relativismo completo, afastando-se desse tipo de discussão. Entre concordar com cavalheiros cheios de certeza ou com os que acham uma perda de tempo preocupar-se com o “certo” e o “errado”, MENAS tomou outra direção: decidimos expor os visitantes a um conjunto das mais diversas situações linguísticas, convidando-os a tirar suas próprias conclusões.” Estou cheia de certeza de que a expressão “cavalheiros cheios de certeza” não é um elogio. Obviamente, “os que acham uma perda de tempo preocupar-se com o certo e o errado” são mais legais. Tenho certeza de que um adolescente típico não vai pensar duas vezes em qual caminho seguir. Achei esse texto irresponsável. Pronto, falei. Não se pode dar esse tipo de informação dessa forma. É como descrever o ato sexual a uma criança que pergunta aos pais de onde ela veio. Ela não vai entender, e pode fazer muita besteira com a informação (kkkkkk pausa para rir do meu exemplo).


Acho que a exposição deveria ter feito uma explanação sobre a ciência da Linguística, apresentando, inclusive, as atribuições do linguista, para que os visitantes soubessem a diferença entre analisar e normatizar. Deveriam ter mostrado a importância de dominar a língua culta. Deveriam ter apresentado a norma culta de modo menos PRECONCEITUOSO.


E, para mostrar que o que eu digo faz sentido, vejam o comentário sobre a exposição feito por uma estudante(???) de Letras:

1. gessyca Disse:
abril 7th, 2010 at 10:54


eu sou estudante de letras da UFCG e acho muito importante essa discurssao da lingua portuguesa, por que nem tudo que se diz correto, esta realmente correto! tambem é um grande passo para combater a norma curta, aquela que é a miseria da gramatica (faraco)!!!

Até agora não entendi direito o que ela quis dizer, mas é triste saber que trata-se de uma estudante de Letras. Sem mais...




P.S.: "menas" é UÓ!

2 de julho de 2010

Passeios

Como disse no post anterior, aproveitei as visitas aqui em casa para passear por Sampa.


Comecei na segunda-feira, dando uma volta na Av. Paulista, o que já era esperado, pois eu AMO a Av. Paulista.


Terça-feira, fizemos (eu, minha irmã e minha cunhada) uma visita de 3 horas à Shoestock. A mulherada fissurada em sapatos fica enlouquecida naquela loja. São sapatos de todos os tipos e tamanhos. Os preços não são nada demais, nem de menos, o que faz a gente se sentir bem lá dentro é que todos os modelos ficam nas prateleiras e não tem vendedor chato em cima de você o tempo todo, dá para experimentar à vontade. Os sapatos têm marca da própria loja e são muito confortáveis (pelo menos os que eu experimentei o eram). A loja tem também uma boa variedade de bolsas e carteiras. Quem tem dinheiro para gastar, faz a festa. Como disse minha cunhada, “é um parque de diversões”.
comprei esta botinha


Já eram 16h quando conseguimos almoçar. Fomos à lanchonete The Fifties, aquela que tem cara de lanchonete de filme americano dos anos 50. A lanchonete é linda, cheia de detalhes retrô, me senti num filme... ah! e os sanduíches são deliciosos!

Quarta-feira, fomos conhecer a Livraria da Vila, na Vila Madalena. Já tinha ouvido falar muito bem dessa livraria e a boa fama foi confirmada. A livraria é linda, toda de madeira por dentro, ao fundo tem uma espécie de quintal com um café, a marca servida é a Santo Grão, delícia, delícia.

Logo na entrada, à direita, tem a parte de CDs e DVDs que, a princípio, parece pequena, mas que guarda um grande número de títulos, de variados artistas e estilos. Vi coisas totalmente diferentes do que vejo nas outras lojas. Passamos tanto tempo nessa sessão, que nem deu tempo de visitar a parte de livros como deve ser. A fome apertou. Fomos almoçar num restaurante mineiro ali perto, na Praça Benedito Calixto, o Consulado Mineiro. Delícia! Comida boa e barata, bom atendimento, diversos tipos de cachaça, ambiente simples, daqueles que fazem a gente se sentir em casa. E o melhor: pela primeira vez na vida, comi tutu!

Restaurante Consulado Mineiro


Quinta-feira foi dia de visitar outra livraria, a Cultura do Conjunto Nacional. Essa eu já conhecia, mas é tão linda e maravilhosa que volto sempre que posso. Ficamos um tempão lá, folheando livros e curtindo o clima. Depois, tomamos um café com pão de queijo no Café Viena, que fica dentro da livraria. A marca servida é a Moka, muito, muito boa!
Eu, estilo College kkkkk


Depois, pegamos o novo metrô da linha amarela, só para conhecer mesmo (hahaha coisa de turista). Fomos almoçar um bom pastel de bacalhau no Mercado Municipal (adoro o Mercadão!).

Da esquerda p/ direita: cunha, eu, mana,
Mara(escondida) e Fernanada.


Seguimos para o Museu da Língua Portuguesa para visitar a exposição temporária: Menas – o certo do errado, o errado do certo. Achei a exposição um tanto quanto perigosa para os leigos e pobre para os entendidos. No próximo post colocarei algumas fotos e coisinhas que eu, às pressas, copiei no papel.


Sexta foi dia de shopping. Almoçamos e depois passamos (eu e minha cunhada) um bom tempo na M.A.C. Estava escolhendo um “presentaçalhaço” de aniversário para minha irmã e, ao mesmo tempo, aprendendo um pouco mais sobre o universo das mulherzinhas, o qual, depois dos 30, senti a necessidade de conhecer.


No sábado, saímos à noite (depois de anos, cheguei em casa às 4 da manhã). Domingo, tomamos café da manhã numa padaria (programa típico de paulistano). O triste é ver depois a casa vazia. É o lado ruim de morar longe. Mas, fazer o quê? Não se pode ter tudo. Esse é o preço que eu pago por morar nessa cidade linda e maravilhosa!


Queria ter feito muitas outras coisas, mas não deu tempo. Fica para outra oportunidade. E, quando acontecer, registro aqui novamente. Agora, o dever me chama.

1 de julho de 2010

Turista sentimental

Semana passada, recebi a visita de parte da minha família e decidi tirar onda de turista em São Paulo. Os passeios serviram para reafirmar meu prazer e minha satisfação em viver aqui. Depois de 4 anos na cidade, ainda consigo ter aquela sensação típica dos turistas. Tudo é sentido e sentido: o cheiro, o barulho, o silêncio, o movimento, a beleza, os sabores, as cores... São Paulo é A cidade.
Para falar a verdade, Sampa é a minha cidade do coração. Costumo dizer que nasci no lugar errado. Definitivamente, não pertenço a Salvador, nunca me senti inserida, sempre fui uma estranha no ninho. Mas Salvador também não gosta de mim: não gosta da cor da minha pele, do meu gosto musical, da minha cultura (sou 90% euro-descendente), da minha discrição etc. Salvador quase me fez sentir vergonha do que eu sou, quase me fez sentir uma culpa que eu não tenho. Mas isso está parecendo discurso de minoria, e discurso de minoria me entedia.
O que pretendo de fato é fazer uma introdução para o próximo post, onde vou falar um pouquinho dos lugares que visitei. Agora o sono bateu. Amanhã eu volto!

Voltei!

Oi pessoal! Estou na área novamente!


Este post da volta será para apresentar mais um selinho, que ganhei do blog Tudo não é relativo.



É o selo Dirty Harry – Reaça! (ou simplesmente Dirty Harry). É um selo para homenagear blogueiros conservadores ou, usando o termo pejorativo, reacionários (“reaças”). O selo também vale para blogueiros que não são exatamente conservadores (ou que não se declaram como tal), mas que têm potencial para conservadorismo, por não se conformarem facilmente com os ilustres preceitos do progressismo, mas os questionarem.


Não existem regras para aceitar o selo. A princípio, não vou indicá-lo a ninguém, pois não consegui identificar, entre os blogs que eu sigo, ninguém com as características esperadas. Vou fazer algo diferente: quem se identificar com este texto, por favor, se manifeste!


Aproveito para indicar o blog. É uma leitura que vale a pena e o papel!



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