27 de maio de 2010

Entomofobia

A primeira vez que tive um “ataque” foi por causa da tão odiada, temida e nojenta barata. Eu estava limpando minha mesa de cabeceira, quando tive a brilhante ideia de tirar as gavetas para limpar por dentro da estrutura da mesinha. Quando enfiei minha cabeça lá dentro, dei de cara com aquele bicho cascudo e asqueroso balançando suas antenas, arrrrrrrgh! A sorte é que minha mãe estava comigo e me ajudou. Eu tive um ataque não sei de quê. Senti minha pele toda sensível (como se estivesse com febre), calafrios, tremedeira, vontade de chorar, não conseguia tocar em nenhuma parte do meu corpo, fiquei paralisada, uma agonia!

A segunda vez que tive o tal “ataque”, eu estava recolhendo as roupas que havia deixado no varal de chão, na varanda (sim, eu também cometo meus delitos). Acontece que eu tenho mania de cheirar todas as peças antes de dobrá-las e, numa dessas cheiradas, senti aquele odor característico de percevejo, eca! Pensei que algum bicho tivesse passado pelas roupas e deixado o cheiro, comentei com meu hubby e ele aconselhou que eu olhasse as peças para ver se nenhum bichinho tinha vindo no pacote. Foi meu erro. Quando desdobrei uma das cuecas do meu filho, lá estava ele, um bichinho pequeno, escuro e fedido, aaaaaaii! Saí correndo, comecei a suar frio, tive a mesma sensibilidade na pele, calafrio, vontade de chorar etc.

Hoje, quem me atormenta é a traça do livro, um bichinho pequeno e asqueroso do qual eu tenho PAVOR. Para vocês terem uma ideia, só de procurar uma foto para postar aqui já fico toda arrepiada e tenho calafrios. Uma legião deles resolveu se mudar aqui para minha casa e eu já não sei mais o que fazer, pois eles somem de um lugar e aparecem em outro constantemente. Quando penso que me livrei, lá vem a traça, eca! Argh! Uiii!





Agora, me digam se eu não tenho razão. AHHHHHHHH


Esse pavor NÃO é frescura! O nome é ENTOMOFOBIA – medo anormal de, ou aversão a insetos e artrópodes de modo geral. É isso, sou uma entomofóbica.

26 de maio de 2010

22 de maio de 2010

21 de maio de 2010

Educação Moral e Cívica

A violência entre cidadãos comuns, ou seja, aqueles que não são considerados bandidos, aumenta mais do que a violência dos bandidos contra a população nas grandes cidades.


Isso não é surpresa para mim. Há muito tempo venho notado uma tendência das pessoas em lutar pelos seus direitos de forma questionável, em abominar a idéia da omissão, da falta de personalidade (leia-se gênio forte e histeria), em querer aparecer mais e ser mais do que o outro. Isso é o que conta hoje em dia. Houve uma inversão de valores. Aquele que tenta lidar com o outro de forma diplomática e civilizada, respeitando e tolerando as diferenças é o típico idiota do século XXI, é um cidadão sem expressão, sem personalidade. Como já havia mencionado em outro post, a moda agora é dizer que fala tudo NA CARA (que pretensão, hein? Quem disse que a sua opinião é assim tão importante?), que não importa o que os outros pensam sobre você, tem até uma frase (constantemente repetida) RIDÍCULA que diz: “falem bem ou mal, mas falem de mim”. Será que as pessoas que dizem isso param realmente para prestar atenção no sentido da frase? Será que alguém tem essa necessidade tão grande de aparecer de qualquer forma a ponto de querer ser vítima de maledicência?


Pois bem, essa semana, duas pessoas morreram por causa de uma briga de vizinhos que teve como causa um saco de lixo na calçada. Como é que pode? São duas vidas humanas! Será possível que nossa vida não valha mais do que um saco de lixo? O pior é que esse é apenas um de muitos casos de brigas entre cidadãos “comuns” que terminam em morte. Falta educação, e não é de física, química, português e matemática que eu estou falando. As escolas perdem muito tempo ensinando coisas inúteis, sim, porque até hoje nunca precisei utilizar o valor de PI, nem aquelas fórmulas loucas de física para nada na minha vida. Não, não sou contra o ensino dessas disciplinas, só acho que este ensino deveria ser voltado para as coisas práticas do dia a dia, depois, os alunos que se identificassem com essa ou aquela área poderiam se aprofundar nos assuntos mais específicos. Na minha época de criança, existia (além de todas as disciplinas que existem hoje) uma disciplina chamada “EMC – Educação Moral e Cívica”, até hoje não entendi por que excluíram uma matéria tão importante como essa do currículo. O nome já diz tudo, tínhamos noção de moral e CIVILIDADE, coisas essenciais para se viver em sociedade. Já que não podemos contar com os valores morais dos pais e o bom-senso comum, o governo tem a obrigação de ensinar isso nas escolas. Isso é mais importante do que QUALQUER conhecimento técnico sobre qualquer coisa.


Cada indivíduo é apenas 1 dos milhões de habitantes das grandes cidades. Não estamos sozinhos, não podemos fazer tudo o que der na telha (mesmo coisas lícitas), quem quiser isso tem que morar isolado no meio do mato. Há que se respeitar o OUTRO, afinal de contas, nós também somos o outro para alguém. Não estou dizendo que não devemos lutar pelos nossos direitos, reivindicar, discutir, contestar, muito pelo contrário. Só acho que tudo isso pode ser feito de forma civilizada, cordial, polida, fina. E isso vai de assuntos pessoais a coletivos. Muitas vezes, dar o exemplo faz mais efeito do que começar uma discussão. Muitas vezes também, as pessoas teimam em discutir por qualquer coisinha, só pelo prazer de discutir ou, quem sabe, para extravasar a raiva por uma noite mal comida, digo, mal dormida. Se a pessoa é amargurada, mal amada, estressada, ninguém tem nada a ver com isso. Temos que aprender a separar as coisas.


Enfim, se um relacionamento em família já é difícil e desgastante, imagine um relacionamento com milhões de pessoas? É claro que não pode ser fácil! Acredito que as dicas para um bom relacionamento no casamento sirvam também para a vida em sociedade: RESPEITO, TOLERÂNCIA, RAZOABILIDADE, CESSÃO, MALEABILIDADE. Acho que esse é o verdadeiro e tão falado “amor” ao próximo. É claro que se isso tudo for feito com prazer, fica bem menos difícil. Agora, se a pessoa achar que não tem a obrigação de respeitar, tolerar, racionalizar, ceder ou ser maleável... para os casais, existe o divórcio, para os cidadãos, resta o mato.





19 de maio de 2010

Breve comentário sobre a CRASE

A crase nada mais é do que a junção da preposicão a com o artigo definido feminino a(s), ou com os pronomes demonstrativos aquele(s), aquela(s), aquilo. Portanto, quando a peposição a é sucedida por (SOMENTE) uma dessas palavras, usamos o acento grave no a ao invés de repetir a vogal.
Assim:
a + a = à
a + as = às
a + aquele = àquele / a + aqueles = àqueles
a + aquela = àquela / a + aquelas = àquelas
a + aquilo = àquilo


DICAS:

1. Crase é o nome do fenômeno, o nome do acento é GRAVE.
2. Não confunda acento grave [`]com acento agudo [´], a forma [á] NÃO EXISTE.
3. Não se usa o acento grave antes de palavras masculinas, a não ser que exista alguma palavra feminina não mencionada (elíptica, oculta), ou seja, é melhor não usar. O que eu quero dizer é que não existe: à todos, à ele etc.
4. Não se usa [à] antes de plural, para isso temos a forma [às] (se for o caso).
5. Não existe crase antes de verbo. Não existe "à partir", "à esperar" etc.

Resolvi escrever sobre isso porque percebi que esse é outro fenômeno que está rondando por aí. Se encontrar mais equívocos recorrentes, atualizo o post.




17 de maio de 2010

Hummmmm

Eu não tenho vergonha de dizer que não sou nenhum talento culinário, mas no sábado eu fiz uma comidinha deliciosa. Pelo menos, eu achei deliciosa. Lógico que eu não inventei nada, peguei a receita da internet. Eis o cardápio:






Salada crua:


A salada foi a única coisa que fiz sem receita, simplesmente misturei alface americana, rúcula, tomate e cenoura crua em rodelas.

Meu prato ficou muito lindo e resolvi postar aqui:

É claro que é muito fácil de fazer, caso contrário, eu não faria. Pode ter certeza!
Quem quiser experimentar, é só clicar nos links e pegar as receitas. Beijinhos!

15 de maio de 2010

14 de maio de 2010

Virada Cultural


Começa amanhã, às 18h, a 6ª edição da Virada Cultural de São Paulo. São 24 horas de atrações para todos os gostos: música, dança, cinema, teatro, circo, artes plásticas, arquitetura, jogos de tabuleiro e rpg, gastronomia, enfim, tudo o que você possa imaginar. Até os museus ficarão abertos até mais tarde para acompanhar a Virada. Tudo de graça! E o melhor é que você pode ir com a certeza de que tudo vai funcionar, porque a Virada é em São Paulo, e em São Paulo tudo funciona! Eu só não vou porque um dos babies ainda está muito pequeno. Quem for, aproveite por mim!
Maiores informações aqui.

13 de maio de 2010

Outro estranho fenômeno linguístico

Daqui três dias eu vou à Europa.”


Essa construção é estranha para a maioria das pessoas (eu espero), mas é muito comum em São Paulo. E não é coisa de quem tem pouca escolaridade. Já vi atores e apresentadores da Rede Globo falando assim.


Como todos sabem, as preposições são um pouco “frágeis” e tendem a ser substituídas ou mesmo ignoradas. Por vezes, as preposições podem ser suprimidas sem problemas, mas esse não é o caso. Então, para quem não quer errar mais (os linguistas vão me matar) , a dica é raciocinar um pouquinho de forma simples e lógica:


O que significa daqui?
Daqui = de + aqui, podendo ser utilizado para expressar tempo ou espaço. Para ficar mais fácil, vamos substituir aqui por uma palavra que expresse tempo e outra que expresse espaço:


• De hoje a dois dias estarei lá. (tempo)
• De São Paulo a Lisboa, viajaremos durante 10 horas. (espaço)


Agora, vamos tirar a preposição para ver como fica:


• De hoje dois dias estarei lá.
• De São Paulo Lisboa, viajaremos durante 10 horas.


Fica estranho, não é? Se você não fala assim, por que falar: “Daqui dois dias estarei lá.” e “Daqui Lisboa, viajaremos durante 10 horas.”? Ninguém diz “daqui pouco” no lugar de “daqui a pouco”, nem “daqui cima” no lugar de “daqui para cima”. Por que então falar “daqui dois dias” no lugar de “daqui a dois dias”, ou “daqui lá em casa” no lugar de “daqui até lá em casa”?


Sinceramente, ainda não entendi direito esse fenômeno. O que eu sei é que é bem feinho e dá “ginge” toda vez que eu escuto.






“É importante saber, para errar com propriedade.”

8 de maio de 2010

Bom final de semana!

Essa versão é melhor do que a versão da Lady Gaga, hehehe.

Mãe

Não sei qual é o real objetivo em se ter um Dia das Mães. O ideal era que os filhos valorizassem as mães o tempo todo e dessem um presente sempre que lembrassem delas com um carinho especial. Acho que o Dia das Mães funciona como um despertador, para que as pessoas parem para refletir sobre o assunto. Pode até ser que a intenção seja boa (e não apenas mais uma data comercial. Será?), mas não consigo deixar de pensar nas mães que perderam os filhos e nos filhos que perderam a mãe. Esse dia serve de despertador para eles também... Mas vamos falar sobre ser mãe.




Ser mãe é amar incondicionalmente, infinitamente, intensamente e eternamente. É o maior amor que uma mulher é capaz de sentir. Depois do filho, não tem para mais ninguém, nem para ela própria. É lindo e é assustador. Ao mesmo tempo que você tem o prazer de conhecer o maior sentimento que existe, você se torna prisioneira dele, e a prisão é perpétua.
Ser mãe é se dar toda, esperando sim, TUDO em troca, mas tendo a certeza que você nunca receberá nem metade, afinal de contas, você também é filha.




Ser mãe não é brincar de casinha, é coisa séria, é responsabilidade, é perda da liberdade. Não é esquecer que você é uma mulher, um ser humano, mas é abdicar de muitas coisas. Quem não sabe abdicar, não está pronta para ser mãe. E quem reconhece não estar pronta é tão digna de homenagem quanto a que escolhe (e assume as consequencias de) ser mãe.




Desculpem-me se não faço um post muito romântico e fofinho, mas é que queria falar sobre o assunto de uma forma diferente mesmo, mais realista. E, na minha opinião, essa dose de realidade deixa esse amor ainda mais bonito, mais digno de homenagem.




Feliz Maternidade a todas as mães!

4 de maio de 2010

Madonna








Algumas fotos do ensaio que Madonna fez para a edição de Maio da revista Interview. Linda e maravilhosa como sempre! Arrasando aos 51!

3 de maio de 2010

Orgulho de ser brasileiro... é Fantástico!

Dei muita risada no Fantástico de ontem. Mas ri para não chorar mesmo. Uma série de notícias tristes, como de costume, com destaque especial para a cara-de-pau do povo. Teve de tudo: bebezinhos morrendo em maternidade pública, mancha de óleo no golfo do México, torturadora de criança, gente entupindo o Brasil ainda mais de processos por causa de uma cadela, cerimoniais dando golpe em noivos, enfim, um horror!


Mas a reportagem que me arrancou mais risadas foi a das meninas da UNINGÁ (isso lá é nome de faculdade?). Três meninas de classe média que recebem bolsa integral do ProUni, além de um benefício de R$300 por mês. Tudo ilegal, lógico! A bolsa foi feita para beneficiar estudantes carentes cuja renda familiar não ultrapasse R$765 por pessoa. Pois bem, uma das alunas disse que acha justo sim receber a bolsa, olha o que a cara-de-pau diz para justificar: “Esse ano até a gente passou por certas dificuldades. Nem viagem pra praia a gente não foi. Antes era comum de ir.” Coitadinha, deve ter sido muito difícil realmente passar por esse sufoco. Deve ter sido, aliás, a maior dificuldade que ela já passou na vida. O pai da estudante também deu uma justificativa bastante plausível: “Minha renda hoje está UM POUCO acima disso. Nunca mais ninguém pediu pra a gente estar fazendo isso ou aquilo, apresentando esse ou aquele documento.”
As outras estudantes também deram justificativas pífias. O detalhe é que todas elas têm parentes que são funcionários da faculdade, mas o diretor disse que isso é mera casualidade, que as garotas estão lá porque tem vaga sobrando. Questionado sobre a necessidade de preencher essas vagas de qualquer jeito, o diretor disse que não estava prejudicando ninguém. Boa resposta, bastante consistente, digna mesmo de um diretor de faculdade.


O pior é que quando o estudante realmente precisa da bolsa, ele leva muito tempo para provar, isso quando consegue. Mas isso já era de se esperar. Esse programa já começou fadado à falcatrua, como tudo no Brasil.


Infelizmente, esse é o perfil da grande maioria dos brasileiros. Os mesmos brasileiros que reclamam dos políticos esquecem que os políticos nada mais são que cidadãos brasileiros. Ora, se o próprio cidadão é desonesto, corrupto, safado, como pode exigir que os políticos sejam diferentes? O cidadão ladrão de hoje é o político ladrão de amanhã. O brasileiro não resiste a uma sonegaçãozinha de impostos, a uma roubadinha no trânsito, a uma carteirinha de estudante falsa, a uma aposentadoria por invalidez forjada, a uma furadinha de fila, não é verdade? Agora, imaginem se aparecesse, assim, como quem não quer nada, um mensalão na conta bancária (ou na meia, na cueca, não importa), quem resistiria?


Acredito que essa geração já esteja totalmente perdida, mas ainda pode-se fazer alguma coisa pela próxima. Povo honesto da atual geração: uni-vos! Povo desonesto: reveja seus conceitos!


E a galera fica toda orgulhosa porque podemos ter mais um “santo” brasileiro, vamos sediar a Copa e as Olimpíadas, temos uma “maravilha do mundo moderno”, temos as mulheres mais “gostosas” do mundo. Essas são as nossas maiores virtudes. Tá bom pra você?

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