23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro!




Minha paixão pelos livros começou há muito tempo, tudo culpa do meu pai, marinheiro romântico e sonhador que, dentre outras tantas coisas maravilhosas, me ensinou a amar os livros. O sonho dele era ter uma biblioteca em casa. Em um dos apartamentos onde moramos, ele mantinha na porta de um dos quartos (que deveria ser a biblioteca) um cartaz com um trecho de um poema de Castro Alves que dizia: “Oh! Bendito o que semeia /Livros... livros à mão-cheia.../E manda o povo pensar!/O livro caindo n’alma/É gérmen - que faz a palma,/É chuva - que faz o mar.“ Era nesse quarto que guardávamos todos os livros da casa, a maioria de capa dura, lindos, lindos. Alguns eu herdei, e estão aqui decorando a sala do meu apartamento. Nessa época, eu devia ter meus 7 ou 8 anos e não lia esses livros, apenas admirava. Mas a semente já estava plantada. Lá pelos meus 12, 13 anos, a minha diversão na hora do recreio era ir à biblioteca da escola ler. Quando cresci, fiz faculdade de Letras, onde me foram apresentados novos autores e onde aprendi a ler nas entrelinhas. Hoje, sinto-me livre para ler somente por prazer, para viajar pelo mundo, para fugir do mundo, para relaxar, para pensar, para saber. Na verdade, a minha paixão por livros vai além da leitura. Não li nem um terço dos livros que tenho, mas isso não me impede de continuar comprando, como se fosse um vício, aliás, coisa boa para se viciar é livro. Sinto um bem-estar incrível só de me ver entre os livros, seja numa biblioteca ou numa livraria. É o mesmo bem-estar que eu sentia quando ficava doente e minha mãe trazia, entre doces e frutas, um livro para me animar. Enfim, amo os livros pelo conteúdo, pela beleza, pela excitação, pelo bem que ele faz, pelas lembranças que traz. Vou deixar aqui um trecho maior do poema O Livro e a América de Castro Alves:

Filhos dos séculos das luzes!
Filhos da Grande Nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro - esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo...
Éolo de pensamentos
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou!...
Por uma fatalidade
Dessas que descem de além,
O século que viu Colombo,
Viu Gutenberg também.
Quando no tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
Por isso na impaciência
Dessa sede de saber,
Como as aves do deserto -
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão-cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n`alma
É gérmen - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.

5 comentários:

  1. Olá, obrigada pela visita!
    Q bom que vc tenha essa influencia do seu pai.
    Alias, falta em muita gente a vontade de ler. Eu acho que a leitura deveria ser proibida até os 18 anos, quem sabe isso não ia aguçar a curiosidade dos nossos jovens?

    Beijos e boa sorte no seu blog!

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  2. Não sabia q hje era o dia mundial do livro.
    Blog bem informativo. Muito organizado !

    parabéns

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  3. Minha garota! Pessoas como você, sensível, tem feito toda a diferença nesse sistema. Continue informando! Te amo, Bj.

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  4. Muito boa a informação, eu também não sabia do dia mundial do livro. A sorte é que estou fazendo uma biblioteca aqui em casa.

    Estou seguindo tá? Me segue também...

    http://tocadocogumelo.blogspot.com/

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  5. Olá Rafa!
    obrigado por seguir meu blog, vou te seguir aqui tb... principalmente pq o post foi sobre livros! hehe..

    eu adoro livros tb!
    primeiro q li foi "Viagem ao centro do universo", do Julio Verne... dai, fiquei apaixonado! principalmente por livros de ficção...

    hoje sou roteirista/escritor... =)

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