29 de abril de 2010

Deixam tudo nas mãos de Deus


Estava voltando para casa quando vi, num dos carros que estavam à minha frente, duas crianças soltas no banco de trás. A mais velha devia ter uns 4 anos e a mais nova aparentava ter 1 ano. O pai dirigia o carro e a mãe ia no banco do carona. No fundo do carro, um adesivo que dizia: "Deus nos Protege". Ainda bem!

28 de abril de 2010

Dia da Sogra!

Quando soube que hoje é o dia da sogra, a primeira coisa que me veio à cabeça foi fazer um post com uma música que meu pai ouvia muito quando eu era criança. Fala sobre sogra, é claro.





Faustina
Gadé

Faustina, corre aqui depressa,
Olha quem está no portão
É minha sogra com as malas,
Ela vem resolvida a morar no porão.
Vai ser o diabo,

vamos ter sururu com o vizinho.
Não estou pra isto,
eu vou dar o fora,
Decididamente,
eu vou morar sozinho.
É minha sogra,

mas tenha paciência.
Não há quem possa com essa jararaca.
Meu sogro foi de maca pra assistência,
Com o corpo todo retalhado à faca.
Mas comigo é diferente,

Não tenho medo desta cara feia,
Pego a pistola e desperdiço um pente,
Ela descansa e eu vou pra cadeia.


Gente, nada contra a minha sogra linda e maravilhosa. A gente se dá muito bem, obrigada. Mas é que inventam dia de tanta coisa, que não pude perder a piada.

27 de abril de 2010

O Subjuntivo Vive!

Desde que vim morar em Sampa, percebi esse estranho fenômeno: a "morte" do subjuntivo. Não sei se é só em São Paulo, ou se a moda já se espalhou para outros cantos do Brasil, ou quem sabe nem tenha surgido aqui, enfim, o importante é que o subjuntivo ainda existe! A forma usada nas ruas ainda não é reconhecida pelas gramáticas, não faz parte da norma culta, ou seja, você pode não tirar uma nota boa na redação do vestibular, pode não conseguir aquele emprego, pode ser desacreditado no ambiente profissional por conta disso. Então, vamos entrar na campanha “Vida ao Subjuntivo!”.
Aqui vai um esquema para quem não sabe ou para quem se esqueceu:


Presente do Subjuntivo


1ª Conjugação
Procurar


Que eu procure
Que tu procures

Que ele (a)/você/a gente procure
Que nós procuremos
Que vós procureis
Que eles(as)/vocês procurem




2ª Conjugação
Fazer

Que eu faça
Que tu faças
Que ele (a)/você/a gente faça
Que nós façamos
Que vós façais
Que eles (as) façam


3ª Conjugação
Partir


Que eu parta
Que tu partas
Que ele (a)/você/a gente parta
Que nós partamos
Que vós partais
Que eles (as) partam




Alguns exemplos:


"Você quer que eu procure?” no lugar de “Você quer que eu procuro?”
“Você quer que ele faça?” no lugar de “Você quer que ele faz?”
“Você quer que eu parta o bolo?” no lugar de “Você quer que eu parto o bolo?”


Não estou querendo com este post alfabetizar ninguém. Só me preocupei porque percebi que algumas pessoas estavam, realmente, achando que o subjuntivo estava morto. Sabendo-se que ele permanece vivo, pode-se fazer o que quiser, inclusive, ignorá-lo. Saber nunca é demais.


“O importante é saber, para errar com propriedade.”
(assim que souber de quem é a autoria da frase, coloco aqui)

23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro!




Minha paixão pelos livros começou há muito tempo, tudo culpa do meu pai, marinheiro romântico e sonhador que, dentre outras tantas coisas maravilhosas, me ensinou a amar os livros. O sonho dele era ter uma biblioteca em casa. Em um dos apartamentos onde moramos, ele mantinha na porta de um dos quartos (que deveria ser a biblioteca) um cartaz com um trecho de um poema de Castro Alves que dizia: “Oh! Bendito o que semeia /Livros... livros à mão-cheia.../E manda o povo pensar!/O livro caindo n’alma/É gérmen - que faz a palma,/É chuva - que faz o mar.“ Era nesse quarto que guardávamos todos os livros da casa, a maioria de capa dura, lindos, lindos. Alguns eu herdei, e estão aqui decorando a sala do meu apartamento. Nessa época, eu devia ter meus 7 ou 8 anos e não lia esses livros, apenas admirava. Mas a semente já estava plantada. Lá pelos meus 12, 13 anos, a minha diversão na hora do recreio era ir à biblioteca da escola ler. Quando cresci, fiz faculdade de Letras, onde me foram apresentados novos autores e onde aprendi a ler nas entrelinhas. Hoje, sinto-me livre para ler somente por prazer, para viajar pelo mundo, para fugir do mundo, para relaxar, para pensar, para saber. Na verdade, a minha paixão por livros vai além da leitura. Não li nem um terço dos livros que tenho, mas isso não me impede de continuar comprando, como se fosse um vício, aliás, coisa boa para se viciar é livro. Sinto um bem-estar incrível só de me ver entre os livros, seja numa biblioteca ou numa livraria. É o mesmo bem-estar que eu sentia quando ficava doente e minha mãe trazia, entre doces e frutas, um livro para me animar. Enfim, amo os livros pelo conteúdo, pela beleza, pela excitação, pelo bem que ele faz, pelas lembranças que traz. Vou deixar aqui um trecho maior do poema O Livro e a América de Castro Alves:

Filhos dos séculos das luzes!
Filhos da Grande Nação!
Quando ante Deus vos mostrardes,
Tereis um livro na mão:
O livro - esse audaz guerreiro
Que conquista o mundo inteiro
Sem nunca ter Waterloo...
Éolo de pensamentos
Que abrira a gruta dos ventos
Donde a Igualdade voou!...
Por uma fatalidade
Dessas que descem de além,
O século que viu Colombo,
Viu Gutenberg também.
Quando no tosco estaleiro
Da Alemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovês salta os mares...
Busca um ninho entre os palmares
E a pátria da imprensa achou...
Por isso na impaciência
Dessa sede de saber,
Como as aves do deserto -
As almas buscam beber...
Oh! Bendito o que semeia
Livros... livros à mão-cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n`alma
É gérmen - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.

19 de abril de 2010

Fantástico 18/04/2010

Não acreditei no que eu vi ontem no Fantástico. Aquela mulher, que se negava a tirar uma grade (e o zoológico que ela mantém ali) que foi colocada, ilegalmente, no corredor do prédio onde mora, parecia algum personagem. Ela não pode ser real. Não quero acreditar que uma pessoa desse nível, baixa, desonesta, sem moral, sem vergonha, sem respeito nenhum pelo outro ache bonita a sua atitude e ainda fique posando de “a certa”, “a retada”, “a falo mermo” para as câmeras. Aliás, a moda agora é essa. Falar tudo na cara do outro. Vale ofender, xingar, caluniar, gritar, tudo em nome da sinceridade e da “personalidade”, mas isso já é outra história. Fiquei muito incomodada com aquela cena, que horror! Não sei se a vizinha é chata, implicante, não importa. O que importa é que o que ela está pedindo é legítimo, é o certo, acabou, fim de papo. O pior é que todo mundo sabe, inclusive a infratora, que isso não vai dar em nada. A assistente social vai ser vencida pelo cansaço e vai acabar tendo de deixar seu apartamento. O que me deixa mais triste é que, infelizmente, no Brasil, essa criatura não é exceção.


“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” Rui Barbosa

Fim de semana

No sábado, fomos fazer um passeio a uma cidade próxima e confirmei mais uma vez a minha satisfação em morar aqui. Que estrada! Que beleza! O dia estava lindo: céu azul e calor na medida certa. Pegamos a Rodovia dos Bandeirantes e curtimos uma viagem deliciosa, com uma paisagem linda e sem nenhum buraco na pista (pena que não tiramos fotos). Passamos por algumas cidades do interior, todas aparentemente bem estruturadas e desenvolvidas. Pagamos pedágio? Sim. R$ 6,10 muito bem pagos. Aliás, não tenho nada contra pagar pedágio. A cidade que fomos visitar é muito bonitinha, ficamos numa chácara com muito espaço para crianças, muito verde... Na volta, resolvemos parar num restaurante daqueles de beira de estrada, ao lado de um posto de combustível, para fazer um lanche e usar o banheiro. Outra surpresa agradável: banheiros limpos, lanchonete limpa, toda a estrutura possível: espaço para crianças, livros, jornais e revistas à venda, restaurante, padaria, café, delicatessen. Havia pessoas de todo o tipo, de jovens emo a velhinhos de pulôver, nerds, crentes, motoqueiros, crianças etc. Não havia carros com som alto, tocando aquele pagodão nas alturas, não, os carros estavam todos bonitinhos estacionados esperando pelos donos. Seguimos pela rodovia e um pensamento não me saía da cabeça: não poderia ser assim também na minha terrinha? Fico triste toda vez que me perguntam se não tenho saudade da minha terra e eu digo que não, que eu não gosto de lá. Na verdade, talvez essa vontade de que tudo fosse diferente, melhor, mais bonito, mais limpo, mais organizado, seja amor.

14 de abril de 2010

Sobre Café

Aqui estão algumas coisinhas interessantes e animadoras para quem gosta de café:
"A bebida proporciona o aumento da capacidade de trabalho físico e mental, do estado de alerta e vigília, da memória e do bem-estar, equilibra a hiperatividade infantil, ajuda na concentração e também minimiza os efeitos do mal de Alzheimer e de Parkinson", explica a nutricionista Christianne Monteiro. E mais: a nutróloga Daniela Hueb pontua outros efeitos atribuídos ao café. "Seus antioxidantes ajudam na remoção dos radicais livres reduzindo o estresse oxidativo nos tecidos. A bebida também reduz o risco de cirrose hepática, previne cálculo da vesícula, ajuda na prevenção de cáries dentárias, possui atividade anti-inflamatória e protetora sobre o sistema cardiovascular, possui um discreto efeito antiobesidade, aumenta o desempenho durante o exercício prolongado, ajuda no alívio dos sintomas de asma e acelera o metabolismo".


http://msn.bolsademulher.com/mulherinvest/pausa-pro-cafe-100187.html


http://video.br.msn.com/watch/video/aroma-sabor-e-arte/cj0oj8vc

13 de abril de 2010

Keane

Ando apaixonada pela banda Keane. Aliás, me apaixonei em 2005, quando ouvi pela primeira vez o CD Hopes and Fears.
Há alguns meses, fui fazer uma das minhas raras, mas sempre produtivas visitas à Livraria Cultura e me deparei com um álbum deles que eu não conhecia, o “Perfect Symmetry”. Resolvi ouvir e, a princípio, achei meio esquisito, diferente do Keane de H&F, mas não deixei de gostar por isso. Pelo contrário, comprei e não me arrependi. É um álbum mais alegre, mas não deixa de ter aquelas melodias nostálgicas que fazem a gente sentir saudade não sei de quê. Depois, pesquisando sobre eles na internet, vi que esse era o terceiro álbum da banda. O segundo chama-se “Under the Iron Sea” e eu ainda não conheço muito bem. A novidade boa é que vem aí o quarto álbum: Night Train, com lançamento previsto para Maio desse ano. Já estou ansiosa para ouvir. Vou deixar uma das minhas músicas favoritas do terceiro álbum para vocês ou, se não houver vocês, para mim mesmo, e por que não?

DVDs Infantis

Outro dia eu estava na reunião de pais da escola do meu filho quando surgiu o assunto: o que fazer para distrair os pequenos quando os pais querem descansar um pouquinho das brincadeiras infantis? Todos se lembraram da TV, mas todos também disseram que não existe um filme sequer que consiga prender a atenção de uma criança de 2 ou 3 anos. Conclusão, o jeito é recorrer ao Discovery Kids. Mas convenhamos que ninguém merece ficar ouvindo aquelas historinhas repetidas o tempo todo, né? Pois eu descobri que, para essa idade, o tipo de DVD ideal é aquele que contém clipes musicais. E o mais legal é que, com alguns, a gente pode se divertir também relembrando as musiquinhas da nossa infância hehehe. Aí vão algumas dicas:





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