23 de dezembro de 2010

Isso tudo é uma grande palhaçada

Já mencionei anteriormente que o meu filho de 3 anos não enxergava os tons de pele das pessoas, ele apenas enxergava pessoas, não foi?

Pois bem, numa reunião de pais da escola dele, fiquei sabendo de um mal estar ocorrido entre a escola e a mãe de uma aluna por conta da questão das nomenclaturas. Não soube de detalhes mas, resumindo, aconteceu que uma criança de 3 anos (que mora em bairro de classe média em São Paulo e muito raramente vê pessoas negras/ "afro-descendentes"/pretas) percebeu que as novas "tias" eram negras/ "afro-descendentes/pretas e, prontamente, soltou: "Olha! Duas tias pretas!"

Não sei ao certo o que disseram à menina, mas o fato é que ela foi repreendida de tal forma que ficou chorosa, envergonhada e não queria nem conversar sobre o assunto com a mãe. E tudo isso por quê? Porque ela cometeu o desatino, o absurdo de chamar uma pessoa preta de... preta. Uma criança de 3 anos deveria saber muito bem que não se chama preto de preto. Mas ela aprendeu a lição direitinho, tanto que agora costuma dizer que o balde do lixo é moreno!

Bem, depois deste episódio, a escola decidiu introduzir a questão da "diversidade racial" nas atividades dos pequenos. Conclusão, meu filho passou a prestar atenção a isso e já chegou em Salvador perguntando à empregada da avó por que ela era preta e ainda deu-lhe o conselho de usar protetor solar!

É o que eu digo: isso tudo é uma grande palhaçada de negros vitimistas e brancos demagogos.

16 de dezembro de 2010

13 de dezembro de 2010

Na Bahia

Estou na Bahia, terra do calor eterno! Está batendo uma preguiça grande de postar, acho que é o sol na moleira... Brincadeira... Como a rotina aqui é diferente, vou ficar um pouco mais distante do blog, mas não pretendo abandoná-lo. Em breve, postarei umas coisinhas. Agora, "deixemire" que vou tomar um café!

6 de dezembro de 2010

Selinho (10 coisas que amo)


Recebi este selinho há mais ou menos 1 mês e só estou postando agora (shame on me!). Quem me ofereceu foi a Crys, minha amiga virtual que não me esquece jamais! A minha amiga real e corujona, Luci, também me ofereceu esta tag que consiste listar 10 coisas que eu amo. Como são coisas, decidi não falar sobre pessoas, pois todos já sabem quem está no topo da minha lista. Vamos lá! Amo:

1. Leitura
2. Música
3. Café
4. Chocolate
5. Pensar com os meus botões
6. Viagens
7. Comida boa
8. Parques
9. Brincadeiras de criança
10. Gentileza

Esqueci que tenho de oferecer o selo a 10 blogs. Ei-los:


19 de novembro de 2010

Reservado aos fumantes!


Eu odeio cigarro. Mas odeio desde a época em que era politicamente correto gostar de cigarro. Desde a época em que era charme fumar e as propagandas eram permitidas. Mas, mesmo odiando com todas as minhas forças, nunca fui de ficar dando liçãozinha de moral a nenhum fumante. Cada um sabe de si e, a não ser que o fumante seja uma pessoa muito importante para mim, não tenho nada a ver com o vício alheio. O problema é quando o cigarro começa a incomodar aos outros, aos outros não, a mim.

O negócio é que a maioria dos fumantes acha que a fumaça não incomoda ninguém, principalmente se estivermos falando de ambientes ao ar livre. A verdade é que incomoda sim! Principalmente aos alérgicos, como eu. Posso detectar cheiro de cigarro a consideráveis metros de distância. Alguns fumantes podem dizer: "Engraçadinha... quer que todo mundo pare de fumar só para não irritar seu narizinho, é?" Minha resposta: "Mas é claro que sim!"

Sempre achei que os fumantes tinham o direito de fumar, mas acho que, se a pessoa gosta tanto de engolir fumaça, que faça trancada no seu apartamento, no seu quarto, no seu carro, ou seja, que fume sozinha. Acho um absurdo que os melhores lugares dos restaurantes (muitas vezes ao ar livre) sejam reservados aos fumantes. Sempre imaginei que o justo seria que existissem redomas de vidro para que os fumantes pudessem exercer seu direito à liberdade de fumar, sem que o meu direito à liberdade de respirar fosse prejudicado. Pois não é que já pensaram nisso antes de mim?

Eis que, no Japão, existem os fumódromos mais inteligentes que eu já vi. Encontrei dois tipos. O primeiro é um grande cinzeiro ao ar livre. As pessoas podem fumar na rua, mas tem que ser ali naquele lugarzinho. Não se pode sair por aí caminhando e dando baforadas na cara das pessoas.

O segundo é a tal redoma de vidro. Sensacional!


Se, por um acaso, algum dia, alguém cogitasse a hipótese de implantar esse sistema no Brasil, com certeza seria a maior "polêmica". Renderia ótimas matérias no Fantástico e ficaria por isso mesmo. Numa época em que as pessoas pensam em legalizar drogas, implantar um sistema deste tipo seria, para muitos, um retrocesso.

13 de novembro de 2010

12 de novembro de 2010

Palavra bonita

(me.ri.to.cra.ci.a)

sf.
1 Governo das pessoas mais competentes, dedicadas e trabalhadoras.
2 Sistema de seleção ou de promoção baseado nos méritos pessoais.

Fonte: Dicionário Aulete Digital

10 de novembro de 2010

Pelo motivo errado, ou "Alea jacta est"

O leitor deste blog já deve ter percebido que eu:

1. Amo São Paulo.
2. Gostaria de ter, mas não tenho, o mesmo amor pela Bahia.
3. Não gosto do PT.
4. Sou politicamente incorreta.
5. Não suporto agressividade gratuita.
6. Considero qualquer tipo de preconceito burrice, apesar de, às vezes, ser instintivo.

Agora revelo um outro ponto:

Não acho que preconceito deva ser crime. Primeiro, porque praticamente todo ser humano seria preso. Segundo, porque o preconceito em si só faz mal para quem o tem. Acredito que a má ação praticada em decorrência desse preconceito é que deve ser punida. Mas uma má ação já deve ser punida de qualquer forma, independente de ser motivada por preconceito ou não. Um indivíduo ou grupo que espanca um homossexual é tão criminoso quanto um indivíduo ou grupo que espanca um heterossexual. Sendo assim, seria desnecessário enquadrar esse indivíduo (ou grupo) por crime de homofobia, por exemplo. Bastava que fosse enquadrado nos crimes de tortura, lesão corporal, tentativa de homicídio ou algo parecido. E, por fim, a subjetividade pode fazer com que aconteçam punições injustas. Li rapidamente alguns artigos das leis e vi que elas definem como crime qualquer forma de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, classe econômica e orientação sexual. Alguns crimes são considerados mais graves se forem cometidos contra pessoas desses grupos. Ou seja, se eu for agredida, xingada ou molestada, o meu agressor sofrerá uma pena menor do que o agressor de um negro (digo, afro-descendente), ou de um homossexual (digo, homoafetivo), por exemplo. Já disse aqui que o que era para ser igualdade, virou inversão de valores. Parece-me que, na realidade, as minorias não querem ser iguais, querem ser mais. Ou melhor, querem pagar na mesma moeda. Existem muitas comunidades no orkut, por exemplo, com conteúdo "heterofóbico". Mas ninguém pode denunciar. Existem movimentos de orgulho negro espalhados por aí, mas se um branco decidir ter orgulho de sua "raça", é tachado de nazista. Tem um monte de estudante pobre falando mal da classe média, mas ninguém pode falar mal de pobre. Como se o fato da pessoa ser negra, homossexual e pobre já fizesse dela uma vítima, ainda que seja culpada.

O que me levou a escrever sobre esse tema foi o caso de Mayara Petruso, a famigerada tuiteira que falou mal dos nordestinos. É lógico que eu a considero imbecil e ignorante. Considero não, ela é. Mas o que me chamou a atenção foi que a população se voltou contra ela pelo conteúdo preconceituoso da sua mensagem, e chegaram a denunciá-la por crime de racismo, mas ninguém nem prestou atenção ao crime de incitação e apologia ao assassinato. Será que é pelo fato da lei considerar o racismo crime inafiançável e o homicídio não? Incitação ao assassinato, então, nem crime é.



Sinceramente, não vejo razão para ela ser indiciada por crime de racismo (pela apologia ao homicídio sim!). Ela é apenas uma infeliz que mostrou sua opinião sobre um povo que, certamente, não conhece. O preconceito típico. Mas, ainda assim, é a opinião dela. Eu fico aqui me perguntando se o mesmo aconteceria se um nordestino falasse mal do povo do sudeste ou do sul. Também vi comentários de ofensa a todos os conservadores, à classe média, aos tucanos, a todo o povo do sul e sudeste, como se todos fossem culpados e partilhassem da mesma opinião. Parece que este foi mais um motivo para os politicamente corretos se fazerem de vítima e clamarem por justiça. Mas, nessa defesa, podem atacar qualquer um. Sabem por quê? Porque tem uma lei que os protege. Aliás, tem uma lei que ME protege, pois sou nordestina de pai e mãe.



Por ter morado na Bahia durante muitos anos, posso dizer, com toda propriedade, que muitas coisas que falam de lá é verdade, sim senhor. O povo, definitivamente, não tem a mesma educação. E não estou falando de educação escolar, falo de educação civil mesmo. Civilidade. E isso não é preconceito, é "pós-conceito". Não que São Paulo seja ideal, mas é infinitamente melhor. Agora, dizer que nordestino é preguiçoso e vagabundo não é verdade. Os nordestinos sempre ajudaram São Paulo e vice-versa. Sempre houve uma troca. No passado, minha avó veio para cá trabalhar em casa de gente rica. Junto com ela, muitos vieram em busca de oportunidades que o nordeste não oferecia (e não oferece até hoje). Geralmente, era trabalho braçal. Ajudaram muito e, é claro, foram ajudados. Hoje, vimos (os nordestinos) para São Paulo para trabalhar em grandes empresas e, muitas vezes, liderar paulistas. E a troca continua. Nós oferecemos o nosso trabalho, nossa qualidade, nossa eficiência e eles retribuem com oportunidades, em uma cidade encantadora, onde as coisas funcionam, e pela qual todo mundo se apaixona. A agressividade gratuita de Mayara Petruso não condiz com o tratamento que recebi dos paulistanos. A mim, ela parece apenas uma mulher mal comida, de mal com a vida e ignorante. A diferença é que eu posso dizer o que penso sobre ela. Ela não pode fazer o mesmo porque, lembrem-se, sou nordestina.

Quanto ao Bolsa-família, é lógico que ajudou a eleição de Dilma e é lógico que o nordeste recebe mais porque é mais pobre. Mas tem muita gente que recebe o bolsa-família por preguiça sim! E não é só no nordeste. Tem muito paulista mamando também. Sabem por quê? Porque a desonestidade está no DNA do brasileiro. Espero, sinceramente, não ser presa por causa desse post. Tem muita gente por aí que deveria ir antes de mim (momento dramático hehehe).

Quanto a mim, NÃO tenho orgulho de ser nordestina, NÃO tenho orgulho de ser mulher, NÃO tenho orgulho de ser heterossexual, NÃO tenho orgulho de ser branca, NÃO tenho orgulho de ser brasileira. Pertencer a estas classes, pura e simplesmente, não faz de mim uma pessoa melhor. Esses orgulhos idiotas só fazem a gente se distanciar do que realmente importa: o caráter, os valores.

Vamos usar a democracia de forma inteligente. Vamos dizer tudo o que pensamos de forma fina, polida. Elegância sempre é tendência!

4 de novembro de 2010

Lola Magazine - Você não precisa. Você quer.

Mês passado, vi nas bancas uma revista que me chamou a atenção pela sua bela capa e pela associação que fiz com a sua propaganda: Lola - você não precisa, você quer! Meus cumprimentos aos publicitários responsáveis.


Resultado: comprei e adorei. A revista é feminina sem ser feminista. Repleta de coisinhas que toda mulher moderna gosta: moda, beleza, comidinha, comportamento, cultura, lugares. Tudo isso num layout dinâmico que deixa a leitura mais gostosa. Há quem diga que não se identificou por se tratar de uma revista voltada para a classe média alta. Para mim, serve de incentivo (mesmo que eu não tenha cacife para bancar uma sandália Louis Vuitton de 3000 reais kkkkkkkkk). Na verdade, pobre gosta de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual, como diria a sapiência popular de Joãozinho Trinta. Além do mais, a revista não é só isso.

Já imaginaram encontrar acessórios, maquiagem, roupas, entrevistas, culinária, dicas de lugares interessantes ao redor do mundo, decoração, livros, filmes, teatro, comportamento, tudo voltado para a mulher e tudo na mesma revista? Eu encontrei tudo isso em Lola. Comprei a edição de novembro e já estou terminando de ler. Excelente para relaxar e se inspirar.
Um dia eu chego lá...
Estava aqui pensando... bem que eu poderia ganhar um "qualquer" por esta propaganda, não é verdade?
Lola Magazine é da Editora Abril e custa R$ 10,00.
Twitter: @lolamag_
Site: http://www.lolamag.abril.com.br

29 de outubro de 2010

Adoro parques...

Quinta-feira, céu azul, sol, calorzinho na medida, sem ter o que fazer (essa parte não é verdade, foi só para dar um charme)... resolvi dar uma volta no Ibirapuera...




Chato, não?

Por falar em Parque do Ibirapuera, há muitas coisas para fazer por lá. A Bienal de Arte e a exposição "Dengo", do carioca Ernesto Neto, no MAM, são algumas delas. Apesar de não entender nada de arte e achar que muitas coisas que dizem ser arte na verdade não são, gostei da Bienal e achei "Dengo" muito divertida. #ficaadica

26 de outubro de 2010

Apóstrofo

Não sei quem inventou, mas vamos tratar de desinventar essa história de apóstrofo para fazer plural. Em língua portuguesa, o plural é feito, na maioria das vezes, apenas com um s no final da palavra, sempre sem apóstrofo. Portanto, nada de CD's, DVD's, roupa's e sapato's, ok? Quanto mais simples, mais provável é a correção.

Dificuldades de um apolítico

Coisa mais que difícil para um apolítico é votar. Falo por mim, que não tenho espaço suficiente no meu HD para armazenar todos os erros, acertos, feitos e desfeitos dos políticos, assim como não tenho tempo para ficar pesquisando a fundo o passado de cada um deles. Para ser sincera, acho que mesmo se tivesse todo o tempo do mundo, dedicaria uma porcentagem muito pequena a esse tema. Simplesmente, não tenho afinidade. Infelizmente, não gostar de política não é o mesmo que não gostar de moda, futebol ou jiló. Temos que ter, ao menos, alguma noção, nem que para isso usemos o bom senso no lugar do conhecimento, digamos, técnico.

Acho muito injusto colocar o povão que não tem educação nenhuma, porque o próprio governo não deu, para votar e depois ser criticado porque não votou certo. Mais injusto ainda é permitir que personagens sejam candidatos, que a política vire, oficialmente, um circo. Certo mesmo é que o voto seja facultativo, para que a pessoa considerada "analfabeta política" tenha a opção de fazer o que quiser com seu direito de votar. Mas, trabalhemos com o que temos.

Muito se fala em voto consciente nessa época de eleição. Como já falei anteriormente, voto consciente = voto do engajado, ou seja, o engajado do PSDB e aliados acha que votar consciente é votar em Serra, já o engajado do PT e aliados acha que votar consciente é votar em Dilma. Para o não engajado, sugiro que procure fugir dessas briguinhas de campanha que só fazem confundir a cabeça de quem não acompanha a política de forma mais aprofundada. Em todo partido político, assim como em toda empresa, estatal ou privada, existe corrupção. Saber exatamente qual é o político que vai se corromper é, praticamente, impossível. Mas, podemos fazer o mínimo, que é não votar naqueles em que temos certeza das infrações ou atitudes condenáveis. Promessas são promessas. A coisa mais fácil é prometer (se bem que tem candidato por aí com dificuldade até nisso... gagueja, repete bordões e fala como se não tivesse o mínimo conhecimento sobre o assunto... mas, não estou aqui a serviço de ninguém, só estou exercitando o bom-senso). Tomar conhecimento da ideologia de cada partido é uma boa saída. E se, por um acaso, você achar que nenhum deles representa seus princípios, valores ou ideias, simplesmente, vote nulo. Votar nulo não é desperdiçar seu voto. Nós não podemos votar num partido no qual não acreditamos só para não sermos considerados alienados. Da mesma forma, não podemos votar no partido X só porque o mundo todo diz que é coisa de gente inteligente ou porque nosso artista favorito declarou apoio a ele. Todos têm interesses em apoiar esse ou aquele candidato mas, na hora de votar, são os nossos interesses que têm de ser levados em consideração.

Por fim, mas não menos importante, vamos exercitar a qualidade que mais exigimos dos políticos: a honestidade. Sejamos honestos com nossa família, com nossos amigos. Sejamos honestos com nossos chefes e subordinados. Sejamos honestos no IR, nas filas, no trânsito. Sejamos honestos nas nossas compras e vendas. Sejamos honestos com nossos valores, sem medo de sermos tachados disso ou daquilo.

Encontrei, num blog amigo, um conselho do nosso atual presidente e gostaria de dividir com os leitores do blog:


Bom voto a todos!

"O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário." Albert Einstein

15 de outubro de 2010

"A verdade sobre o Activia"

Já há algum tempo que rola pela internet uma mensagem denegrindo (palavra politicamente incorreta) a imagem do meu querido iogurte Activia. Como todas as mensagens desse tipo, ela foi repassada para milhares de pessoas através de blogs e e-mails. A confiança das pessoas na internet faz com que elas assinem embaixo de qualquer coisa que lêem e, imediatamente, compartilhem a informação com o intuito de ajudar ou alertar os amigos. A intenção é boa, acontece que isso mostra um fato triste: as pessoas não analisam, ponderam ou refletem sobre as coisas, elas simplesmente engolem e tomam como verdade. Não sei se isso é ingenuidade ou preguiça, mas é grave. Eu mesma já levei uns dias para ver que uma história absurda que recebi por e-mail era, na verdade, uma crítica a esse tipo de spam. A história é tão ridícula que tenho até vergonha de contar. No meu caso, acho que foi um misto de ingenuidade e preguiça.


Mas, voltando ao assunto do Activia. O texto que circula na net diz que o Activia é feito de fezes humanas e que, por esse motivo, sua propaganda foi proibida pela ANVISA. Uma nutricionista de São Paulo assina embaixo que é para dar mais crédito. No final, somos convidados a fazer um boicote ao produto.


Para começo de conversa, a tal nutricionista não existe. Pelo menos, não tem registro no conselho. Talvez seja alguma estudante de nutrição que descobriu (eureka!) que a bactéria encontrada no Activia também é encontrada nas fezes humanas e, inteligentemente, associou uma coisa a outra, utilizando a lógica do Stevie Wonder (Deus é amor. O amor é cego. Stevie Wonder é cego. Então, Stevie Wonder é Deus.), concluindo então que, para conseguir a tal bactéria era necessário que pessoas doassem gentilmente seus excrementos para a fabricação do produto. Alguém consegue imaginar uma cena dessas?


Outra coisa, a ANVISA chegou a proibir sim o comercial do iogurte, mas por entender que a propaganda poderia induzir as pessoas a utilizarem Activia como remédio ao invés de procurar um médico para detectar possíveis doenças que tenham como sintoma a constipação (nome chique para prisão de ventre).


Qual será o real objetivo dessa mensagem? Será uma tentativa de golpe da Nestlé? Será pura crise de tédio do autor? Bem, eu continuo tomando meu Activia que, além de funcionar, é uma delícia!

9 de outubro de 2010

Bom Feriado!



"Greatest Love Of All"

I believe the children are our are future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be
Everybody searching for a hero
People need someone to look up to
I never found anyone to fulfill my needs
A lonely place to be
So I learned to depend on me

[Chorus:]
I decided long ago, never to walk in anyone's shadows
If I fail, if I succeed
At least I live as I believe
No matter what they take from me
They can't take away my dignity
Because the greatest love of all
Is happening to me
I found the greatest love of all
Inside of me
The greatest love of all
Is easy to achieve
Learning to love yourself
It is the greatest love of all

I believe the children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be

[Chorus]

And if by chance, that special place
That you've been dreaming of
Leads you to a lonely place
Find your strength in love

Sorteio Cult

Pessoal,


O blog Tudo Não é Relativo está fazendo mais um sorteio cult e eu estou com muita vontade de ser a sorteada dessa vez (já é o terceiro sorteio que participo!). O prêmio será o livro "A Revolução dos Bichos" de George Orwell (aquele que escreveu 1984). Qualquer um pode participar. Maiores informações aqui!

8 de outubro de 2010

6 de outubro de 2010

Nomenclatura

Hoje, assistindo a um programa de TV, uma desembargadora explicava a diferença da união estável na relação heterossexual e homoafetiva (como prefere chamar). Notem que a relação heterossexual continua sendo heterossexual. A relação homossexual agora é homoafetiva na linguagem politicamente correta. O que devo concluir? Que a relação entre pessoas do mesmo gênero é baseada no afeto enquanto a relação entre homem e mulher é baseada no sexo?Ou que essa mulher é mais uma hipócrita politicamente correta que tem a polêmica como esporte? Será que o homossexual se sente ofendido por ser chamado do que ele realmente é? Pelo menos até hoje, acho que não, mas é bem capaz de começarem a se sentir a partir de agora. Assim como os pretos agora querem ser tratados como afro-descendentes, a velhice quer ser chamada de "melhor idade"(???), os deficientes querem ser tratados como especiais etc.
Não há nada de mal em mudar o nome, afinal, as coisas continuam sendo as mesmas. O problema é taxar de preconceituoso quem não utiliza a nova linguagem. Afinal de contas, pretos são pretos e, no caso do Brasil, são tanto afro-descendentes quanto euro-descendentes. A velhice nunca foi e nunca será a melhor idade, tenha santa paciência! E os deficientes têm, realmente, algum tipo de deficiência, e isso não significa que sejam inúteis nem mais especiais que os outros.
Essa tentativa de acabar com preconceitos está invertendo valores, mitificando as minorias e demonizando a "maioria", ao invés de tornar todos iguais.

2 de outubro de 2010

Bom final de semana!


Edelweiss, Edelweiss
Every morning you greet me
Small and white,
clean and bright
You look happy to meet me.
Blossom of snow
may you bloom and grow,
Bloom and grow forever.
Edelweiss, Edelweiss
Bless my homeland forever.

27 de setembro de 2010

Estado de espírito

(an.si:e.da.de)

sf.
1 Sensação de aflição, receio ou agonia, sem causa aparente
2 Inquietação ou impaciência causada por algum desejo ou vontade [ + de, por ]

[F.: Do lat. anxietas, atis.]



fonte: Dicionário Aulete Digital

25 de setembro de 2010

A volta dos vídeos de sábado

Nessa época, Madonna foi criticada pela igreja por fazer apologia ao sexo antes do casamento e foi igualmente criticada por feministas pró-aborto por "keep her baby". Fazer o quê?

Eu adorava imitar suas dancinhas. Até hoje tento fazer aquela mexida de pernas hahaha.

Bom final de semana!

24 de setembro de 2010

Elogio à beleza

Desde pequena, sou uma admiradora da beleza. Quando via algo feio, ruim, avariado, chorava muito e queria sair do lugar de qualquer jeito. Era uma espécie de aversão à feiura. Aos poucos, obviamente, fui me acostumando a aceitar o mundo e a enfrentá-lo ao invés de fugir, mas a minha admiração pela beleza sempre esteve presente.


Adoro ver as belezas naturais de um lugar: o mar, os rios, as árvores, as montanhas, as flores (adoro flores). Sei admirar também as coisas belas feitas pelo homem: a arquitetura, cidades planejadas, arborizadas, praças, roupas, acessórios... Admiro também pessoas bonitas. Ah! Como é bom chegar num lugar onde tenha uma concentração grande de gente bonita! Como o conceito de beleza é muito subjetivo, vou dizer exatamente o que é "gente bonita" para mim: além das pessoas privilegiadas pela genética, que são poucas, gente bonita para mim também é gente bem cuidada, gente que passa um ar de tranquilidade, gente educada, limpa, discreta, fina, feliz, saudável, honesta, correta.

Pois bem, quando comecei a estudar na Universidade Federal, não podia compartilhar com ninguém esse sentimento, pois lá havia um movimento contrário a tudo o que eu acreditava. Era uma espécie de elogio à feiura e à pobreza. Eu, apesar de nunca ter tido dinheiro, nunca tive vocação para carmelita descalça. Na universidade, o legal era usar roupas estilo mendigo, pasta jogada para as costas, barba grande (estilo Los Hermanos), além de repetir exaustivamente que tudo o que era de bom gosto era coisa de mauricinho e patricinha e não fazia parte da nossa realidade. Ai como eu odiava ouvir isso. O pior é que a pessoa que não se entregasse ao desleixo era considerada burra. A pessoa que lesse Veja era burra. Quem não fosse ateu era burro. A pessoa que gostasse da única música de Los Hermanos que presta (Ana Júlia) era burra. A pessoa que não gostasse de tudo que fosse alternativo era burra. Quem não exaltasse a áfrica e rebaixasse a europa e os EUA era burro e preconceituoso. O MST acampava no campus e assaltava as pessoas e, mesmo assim, tínhamos que defendê-los, senão, éramos burros, vazios, superficiais. Quem não enxergasse o bandido como vítima era burro. E eu, que sempre admirei a beleza, acho que era uma espécie de ícone dos burros. Felizmente, a minha formatura foi uma beleza! Eu e outras "burras" lutamos contra esse pensamento idiota e conseguimos fazer algo que estava totalmente "fora" da nossa realidade. Ótimo. Se minha realidade é a pobreza (de dinheiro ou de espírito), quero mesmo é buscar uma realidade diferente. Sinceramente, não entendo o mal que há nisso.

A nossa vida é o bem mais precioso que temos. Sem o corpo, não há vida. Cuidar do corpo significa que nos preocupamos e zelamos por esse bem. Gostar de si não é errado, pelo contrário, é uma obrigação! Vestir-se bem para ir a um evento demonstra a importância que damos a ele. Vestir-se bem para ficar em casa demonstra a importância que damos à nossa própria companhia. Cuidar da saúde física e mental é prova de amor próprio. Procurar ser uma pessoa honrada é mais que uma prova de amor próprio, é prova de amor ao próximo. Ter moral não é ser otário ou burro. Burra é essa prisão. Burro é você deixar de comprar uma roupa porque é daquela marca, assim como é burro você só comprar por isso. Burro é você não ler o que tem vontade só porque disseram que gente inteligente não lê aquilo. Burro é você ser escravo do luxo ou do lixo. Burro é você fazer o que é errado só porque todo mundo faz. Burro é você se privar de outro bem precioso: a liberdade. Liberdade de falar o que pensa, de raciocinar, de ir para onde quiser, de querer mudar e lutar por isso, liberdade para buscar a beleza, para tornar-se belo.

Hoje, vejo que aquela ideologia da universidade está tomando maiores proporções.

O natural é belo. A feiura é exceção. Não podemos deixar que ela se torne regra.

20 de setembro de 2010

Alguém sabe a resposta?

Encontrei uma frase na internet, repetida por várias pessoas, em diversos blogs, como algo interessante, verdadeiro e sábio:


"É um absurdo classificar as pessoas em boas ou más. As pessoas são apenas encantadoras ou monótonas." Oscar Wilde


Mas, como sou uma pessoa de raciocínio lento, fiquei com uma dúvida enorme. Como classificaria um pai que mata a própria filha, um bandido que tortura, uma babá que faz mal a uma criança ou alguém que mata uma pessoa e oferece o corpo aos cachorros? Seriam essas pessoas apenas monótonas? Ou pior, encantadoras???

17 de setembro de 2010

Post Filatélico

Pessoal, ganhei estes selinhos da minha amiga Luci, do blog Ponto de Exclamação!


As recomendações são:




1- Falar 9 coisas sobre mim (achei pouco...):
  • Sou alegre de natureza;
  • Sou careta;
  • Não suporto gente mal-educada, mal amada, mal comida, histérica e agressiva;
  • Adoro ler e tomar café;
  • Honra é a qualidade que mais admiro nas pessoas;
  • Prefiro festas e reuniões entre amigos do que baladas onde ninguém pode se comunicar;
  • Na adolescência, preferia a noite. Hoje, prefiro o dia;
  • Tenho o sonho de conhecer Paris;
  • Não acredito em horóscopo, duendes, ETs, 2012, "Quem somos nós?", predestinação, teorias conspiratórias internacionais de lavagem cerebral em massa, folhas que curam tudo etc.


2. Seis pessoas que eu amo (ou colocar suas fotos):
Vai ficar faltando muita gente, mas...
  • Meu primogênito;
  • Meu caçulinha;
  • Meu hubby;
  • Painho;
  • Mainha;
  • Minha mana caçulinha.


3. Indicar de 6 a 9 blogs:

10 de setembro de 2010

Vamu transar, galera!

O Ministério da Saúde vai implantar, nas escolas públicas do país, máquinas de preservativo. Sei que a notícia não é nova, mas não posso deixar passar em branco. A iniciativa está sendo criticada pelos conservadores caretas, mas já está decidido. Cabe a cada escola decidir se vai querer a máquina ou não.

Os que são a favor dizem que a maioria dos adolescentes tem vida sexual ativa e que, portanto, não adianta tapar o sol com a peneira. Eles acreditam também que isso vai ajudar a combater as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez precoce, já que os jovens não utilizam camisinha hoje em dia porque muitos não têm dinheiro para comprar.

Ultimamente, tem sido assim: dá-se uma justificativa imbecil para uma medida igualmente imbecil e pronto. É uma receita infalível. Ouvi dizer que, há algum tempo, o governo distribuiu, também nas escolas públicas, cartilhas sexuais que vão além do ensino técnico e chegam até a dar dicas de sedução para crianças de 13 anos. É o fim da picada!

Na minha época de escola, tive eduação sexual. Lembro-me até hoje da primeira aula. Foi nela que aprendi o que era, de fato, a menstruação. Durante todo o ano, tivemos aulas técnicas, inclusive com recursos audiovisuais, que ensinaram direitinho o que é o sexo e, principalmete, as consequências da sua prática. Não precisa ser religioso para saber que o principal objetivo do sexo é a procriação e que, portanto, a gravidez é uma coisa bem provável de acontecer quando você o pratica. Todas as mudanças hormonais que ocorrem no corpo na hora do sexo têm o objetivo de promover a fecundação. A mulher, inclusive, tem mais desejo sexual no período fértil. Isso é um fato. É a natureza. Até um ateu reconhece. Então, por que dar dicas de sedução e incentivar ao sexo uma criança que não pode nem arcar com essa consequência? Será que é porque o aborto será o próximo item do pacote? É como se alguém dissesse: "olha, vai lá, seduz assim, faz essa posição assim, diz essas coisas aqui no pé do ouvido, coloca a camisinha desse jeito que é legal e, se por um acaso a camisinha estourar e rolar uma gravidez, a gente faz um aborto." Tudo bem que usando camisinha fica muito difícil engravidar, mas fazer sexo é assumir o risco.

Outro ponto é a questão das doenças sexualmente transmissíveis. Eu conheço gente que teve acesso a toda informação do mundo e que tem dinheiro suficiente para fazer um estoque enorme de camisinhas e, mesmo assim, transa sem preservativo com desconhecidos. Então, para mim, essa história não cola. O máximo que o governo pode e deve fazer é informar, "conscientizar". Aliás, o próprio governo já oferece preservativos nos postos de saúde e isso já é mais do que suficiente. Colocar uma maquininha na escola vai incentivar o sexo indiscriminado, além de suscitar a curiosidade de forma artificial daqueles que ainda não estão pensando no assunto.

Antigamente, a descoberta do sexo se dava naturalmente, desde a primeira infância. O processo acelerava na puberdade, os namoros iam fazendo a gente descobrir as coisas aos poucos, até chegar ao sexo de fato que, por ser algo desincentivado (mas que nem por isso deixava de acontecer), era feito com mais cautela. Não sou contra o sexo antes do casamento, nem sou contra a pessoa ter experiências sexuais com quantos parceiros achar por bem ter ao longo da vida. Acredito que a procriação seja o principal objetivo do sexo e não o único. Mas acho que sexo é coisa séria e tem que acontecer com maturidade física, mental e emocional. Uma criança de 13, 14, 15 anos não tem maturidade para isso. Esse incentivo do governo deveria ser enquadrado nos crimes de assédio sexual e pedofilia.

Adolescentes do meu Brasil que leem este blog e que, porventura, ainda são virgens. Não há nada de mal nisso. Você não é pior nem melhor do que seus amigos não-virgens. Faça o que a sua consciência e seu bom-senso mandarem. O governo NÃO vai assumir a responsabilidade pelos seus atos. A função dele é apenas dar a corda...

9 de setembro de 2010

Quero o Keane de volta!


Povo, estou para falar sobre o novo EP (até hoje não entendi direito o que é isso) do Keane, Night Train, há um tempinho. Consegui comprá-lo na minha ida à Livraria da Vila, em Junho. Bom, não achei lá essas coisas. Fiquei um pouco decepcionada, pois não consegui reconhecer a banda em quase nenhuma das canções. Não é que seja horrível, mas não é ótimo e não é Keane. Desde o álbum Perfect Symmetry eles têm tentado coisas novas e eu até estava gostando. Logo que ouvi a primeira música do Perfect Symmetry, eu achei muito estranho, também não reconheci o Keane, mas gostei muito do que ouvi. É como comer Pizza Hut: não é pizza, mas é muito bom. Já o Night Train... bom, eles chamaram um rapper para fazer participação especial em duas canções e, se tem uma coisa que eu odeio, é estar ouvindo uma música, com uma melodia boa e, de repente, entrar um Rap. Não há nada mais brochante. Night Train é a confirmação das máximas "se melhorar, estraga" e "não se mexe em time que está ganhando". Vou aguardar ansiosamente o próximo álbum ser lançado e, enquanto isso, vou ouvir muito o "Hopes and Fears" e o "Perfect Symmetry".

8 de setembro de 2010

Bandido bom é bandido morto

Domingo, na tentativa de fugir do programa Hipertensão da Rede Globo (a melhor TV do Brasil, mas que às vezes me inventa cada uma...), resolvi mudar para um canal que nunca assisto, a Record, e me deparei com o filme TROPA DE ELITE. Decidi assistir pela segunda vez.



Já tinha me esquecido do quanto o filme é bom, bem feito e com atuações excelentes. Mas, apesar disso, foi muito criticado na época por seu conteúdo violento. Eu, particularmente, não vi nada que já não tivesse visto nos filmes de ação americanos. Por que será que causou tanto espanto? Talvez por retratar a nossa realidade. Drogas, armas, policiais corruptos e Rio de Janeiro é mais verossímil para nós do que drogas, armas, policiais corruptos e Nova Iorque. A mudança de local faz com que o policial honesto seja mais cruel, o bandido seja mais vítima do sistema e o policial corrupto seja apenas alguém sem escolha.
Chegaram a "acusar" o roteirista e diretor José Padilha de reacionário. Mas ele tratou logo de esclarecer a situação, dizendo que o objetivo do filme era justamente o oposto, ou seja, o Capitão Nascimento é alguém que age de forma errada, é um exemplo a não se seguir. O próprio Wagner Moura disse que se fosse na Suécia ou na Finlândia, o personagem jamais cairia nas graças do público. Talvez por eles não precisarem de um Capitão Nascimento, não é? Talvez por que eles não sejam um povo tão sedento de justiça e honestidade.

Esse pessoal que diz que o Capitão Nascimento é um personagem que não deveria existir na vida real tem que apresentar uma alternativa melhor para lidar com bandido. Para mim, bandido bom é bandido morto. Não interessa se ele teve uma infância difícil. Como disse meu amigo Machadão, "a ocasião faz o furto: o ladrão nasce feito". E tem mais, para mim, não somos todos iguais. Existem seres humanos melhores que outros. Tratar todos da mesma forma é ser injusto com quem faz a coisa certa.


Adorei o filme e o vi da maneira politicamente incorreta mesmo. Adorei ver maconheiros e pequenos traficantes vestidos de branco em passeata pela "paz". Adorei ver a "consciência social" achar legal ser amigo de bandido e depois se ferrar nas mãos dos próprios.


Quero a turma do Capitão Nascimento tomando conta do Brasil. Ah! E se quiserem um filme que dá um excelente exemplo a não se seguir, recomendo "Cazuza - O tempo não para".

31 de agosto de 2010

Beautiful

Encontrei o vídeo desta música no perfil de uma amiga blogueira. Como amo música, decidi dar uma olhadinha. Trata-se de uma música bastante tocada na década de 90, mas nunca tinha prestado atenção à letra. Resolvi fazer uma interpretação livre. Na minha cabeça, beautiful é tudo o que se perdeu: honra e amor.


Beautiful
(Marillion)
Everybody knows we live in a world
Where they give bad names to beautiful things
Everybody knows we live in a world
Where we don't give beautiful things a second glance
Heaven only knows we live in a world
Where what we call beautiful is just something on sale
People laughing behind their hands
As the fragile and the sensitive are given no chance

And the leaves turn from red to brown
To be trodden down
To be trodden down
And the leaves turn from red to brown
Fall to the ground
Fall to the ground

We don't have to live in a world
Where we give bad names to beautiful things
We should live in a beautiful world
We should give beautiful a second chance

And the leaves fall from red to brown
To be trodden down
Trodden down
And the leaves turn green to red to brown
Fall to the ground
And get kicked around

You strong enough to be
Have you the courage to be
Have you the faith to be
Honest enough to stay
Don't have to be the same
Don't have to be this way
C'mon and sign your name
You wild enough to remain beautiful?
Beautiful

And the leaves turn from red to brown
To be trodden down
Trodden down
And we fall green to red to brown
Fall to the ground
But we can turn it around

You strong enough to be
Why don't you stand up and say
Give yourself a break
They'll laugh at you anyway
So why don't you stand up and be
Beautiful

Black, white, red, gold, and brown
We're stuck in this world
Nowhere to go
Turnin' around
What are you so afraid of?
Show us what you're made of
Be yourself and be beautiful
Beautiful



Café da tarde

Cafezinho com sequilhos de limão. Hummmmm



Que livro você é?

Estava eu lendo alguns dos blogs que sigo, quando me deparei com um post sobre um desses testes de internet e decidi imitar. O teste chama-se "Que livro você é?" e pode ser encontrado aqui.




Meu resultado foi:




"A paixão segundo GH", de Clarice Lispector

Você é daqueles sujeitos profundos. Não que se acham profundos – profundos mesmo. Devido às maquinações constantes da sua cabecinha, ao longo do tempo você acumulou milhões de questionamentos. Hoje, em segundos, você é capaz de reconsiderar toda a sua existência. A visão de um objeto ou uma fala inocente de alguém às vezes desencadeiam viagens dilacerantes aos cantos mais obscuros de sua alma. Em geral, essa tendência introspectiva não faz de você uma pessoa fácil de se conviver. Aliás, você desperta até medo em algumas pessoas. Outras simplesmente não o conseguem entender.
Assim é também "A paixão segundo GH", obra-prima de Clarice Lispector amada-idolatrada por leitores intelectuais e existencialistas, mas, sejamos sinceros, que assusta a maioria. Essa possível repulsa, porém, nunca anulará um milésimo de sua força literária. O mesmo vale para você: agrada a poucos, mas tem uma força única.




Concordo. Realmente estou numa fase mais introspectiva, mas acho que não chego ao ponto de assustar pessoas. Será? Se for assim, as pessoas estão disfarçando bem. De qualquer forma, já é a segunda vez que me deparo com Clarice Lispector nesses testes de internet e ainda não conheço sua obra. Só li "A Hora da Estrela" para o vestibular... ah! E o primeiro livro que me lembro de ter lido também é dela: "A vida íntima de Laura". Quem sabe não está na hora de um reencontro?

28 de agosto de 2010

A irresponsabilidade quer ser um direito garantido por lei

O fato de ter encontrado um número grande de movimentos pró-aborto na internet me impressionou, e me levou a procurar conhecer os argumentos desses movimentos. Comecei a procurar em comunidades do Orkut e no Google e os argumentos são, basicamente, estes:
  • O aborto teria que ser uma opção da mulher, já que ela tem direito de exercer sua liberdade sexual, conquistada com tanta luta.
  • As mulheres estão morrendo porque têm de recorrer a clínicas clandestinas, sem cuidados com a higiene e com profissionais desqualificados.
  • Seria melhor fazer um aborto do que não dar uma vida digna à criança.
  • Os adolescentes teriam que abandonar sonhos para cuidar dos filhos.

Parece brincadeira, mas são esses argumentos vazios, inconsistentes, que estão fazendo a cabeça das pessoas. Eu amo a liberdade. Não tem coisa melhor do que ser livre. Mas existe algo que vem sempre junto com a liberdade: a responsabilidade. Acontece que todos querem ter liberdade, mas ninguém quer assumir as consequências de seus atos.

A mulher quer liberdade sexual, acho ótimo. Existem muitos métodos contraceptivos à disposição no mercado com quase 100% de eficácia, que garantem à mulher o direito de fazer da sua vida sexual o que bem entender. E todo mundo sabe, não tem como contestar. Arrisco dizer que todas as mulheres que recorrem ao aborto ilegal sabem exatamente o que deveriam ter feito. Pois bem, elas vão a essas clínicas, são mal cuidadas e, por vezes, morrem. Coitadas! Mulheres que sabiam muito bem as consequências de ter uma relação sexual sem usar nenhum método contraceptivo não podem morrer. Fetos que não pediram para ser feitos podem morrer, não tem nada demais. O engraçado é que essas pessoas, geralmente, são as mesmas politicamente corretas que são contra a pena de morte para assassinos, estupradores, torturadores, traficantes, e são as mesmas que aparecem por aí defendendo as criancinhas das palmadas dos pais opressores e covardes.

Os outros argumentos têm a ver com essa nova moda de liberar geral, fazer o que der na telha, e dane-se o resto, o importante é ser feliz. Quando alguém abre a boca para dizer que não é justo um jovem ter que desistir dos sonhos para cuidar de um filho, está incentivando a irresponsabilidade. É claro que é justo ele desistir do sonho. Ele tem que assumir as consequências de ter usado sua liberdade sem sabedoria. O que não é justo é um inocente pagar por isso. Se a família não tem condições, dá-se um jeito, existem alternativas. Matar um bebezinho jamais pode ser opção.

Se o aborto for legalizado no Brasil, ao contrário do que dizem, o número de cirurgias vai crescer absurdamente. Não existe maior incentivo do que esse. É como legalizar as drogas. Se o povo já consome tanto hoje, imagine se puder comprar no bar da esquina?

Não é fácil cuidar de uma criança, é muito mais fácil ser inconsequente, eu admito. Não tenho nada contra os inconsequentes, desde que sua irresponsabilidade atinja somente a eles. Enfim, se você não tem dinheiro para comprar comida para seu filho ou, simplesmente, não quer ter um filho, não engravide. Use algum método anticoncepcional. Faça abstinência sexual. Mas não mate um ser que você própria criou.

26 de agosto de 2010

Preocupante...

Estava procurando, na internet, algumas imagens CONTRA o aborto para colocar no blog. Surpreendentemente, achei uma quantidade maior de imagens a favor da legalização do aborto. É triste...

23 de agosto de 2010

Voto Consciente

O horário político OBRIGATÓRIO começou a “ajudar” os eleitores a exercer seu DEVER de votar. Como se não bastasse ter que ouvir a ladainha dos candidatos, somos obrigados a ouvir os apelos dos engajados para que votemos de forma consciente. Para quem não sabe o que é votar consciente, eu explico: é votar no candidato do engajado. Se você votar em qualquer outro candidato, você cairá na enorme lista dos brasileiros que não sabem votar. Se você decidir votar nulo, então, você se tornará um alienado, um desertor, um fraco, alguém que não se importa com o futuro do próprio país.

Pois eu digo que, justamente por me importar com o futuro do meu país, me recuso a ter que escolher entre candidatos como Mulher Pêra, Tiririca, Ronaldo Esper, KLB, Netinho, Maguila, Dinei, Simony, pastores, crias de Enéas, Malufs, Dilmas etc, para me representar.

Os principais candidatos têm um discurso muito bonito. O engraçado é que todos eles querem ganhar os louros pelas mesmas conquistas, pelos mesmos feitos. O povo tem que estudar durante alguns meses sobre nossa história política recente para que possa saber quem está dizendo a verdade. Percebi que a receita dos discursos tem sido uma só: verdade supervalorizada + mentira deslavada. Falo aqui dos candidatos ao Senado, Governo e Presidência. Os candidatos a deputado são todos personagens que têm um único objetivo: tirar onda com nossa cara.

Agora, eu pergunto: como é que figuras desse tipo têm a candidatura aprovada? Que palhaçada é essa? Não existem regras para isso? Como exigir do eleitor seriedade na hora de votar? Por que as pessoas que não concordam com esse circo são marginalizadas?

Eu, de minha parte, não nutro esperança. Independente de quem ganhe, tenho certeza que falcatruas aparecerão, engajados reclamarão, quem é honesto vai virar ladrão e reinará a podridão. Sei que nunca existiu, não existe e nunca existirá um governo perfeito, mas acho que até a imperfeição tem limite.

22 de agosto de 2010

Aprendendo a observar semelhanças, ao invés de diferenças, com uma criança

No post anterior, falei de um livrinho que comprei na Bienal. É um livro bem pequeno, mas que trata de um assunto muito interessante: a questão da (não) existência de raças humanas. Comecei a ler no metrô, a caminho de casa e, logo no início, um trecho me fez recordar uma situação interessante.

Eis o trecho:

"Parece existir uma noção generalizada de que o conceito de raças humanas e sua indesejável consequência, o racismo, são tão velhos como a humanidade. Há mesmo quem pense neles como parte essencial da "natureza humana". Isso não é verdade." Sérgio D. J. Pena "Humanidade Sem Raças?" PubliFolha

Eis a situação:

Estávamos, eu e meu filho (na época, com 2 anos e meio e recém presenteado com um irmãozinho), em frente à TV, quando surgiu numa propaganda um bebezinho de pele negra. Na mesma hora, o meu filho deu um grito: OLHA MAMÃE! Eu, com 30 anos de informação na cabeça, gelei por dentro, morrendo de medo que ele demonstrasse qualquer sinal de racismo assim tão novinho, e perguntei: o que foi, meu amor? E ele disse: igualzinho ao Pedro!

21 de agosto de 2010

Bienal

Finalmente consegui visitar a Bienal do livro. Infelizmente, não consegui ver tudo o que queria porque, hoje em dia, sou uma pessoa refém dos horários. Passei exatas 5 horas lá dentro e não consegui ver nem ¼ dos stands. Mas, mesmo assim, foi um passeio maravilhoso. A única coisa que deixou a desejar foi o preço dos livros. Definitivamente, não vale a pena, é muito mais vantajoso comprar pela internet, ou mesmo nas livrarias. Comprei apenas alguns livrinhos infantis e um livrinho (livrinho mesmo, bem fininho e pequeno) para mim.



Os marcadores de página é que encheram de fato a minha sacola. A Bienal é um paraíso para colecionadores como eu. A maioria foi cortesia das editoras, menos estes, que eu tive que comprar:




Queria poder falar sobre as palestras e encontros com os escritores, mas não pude ficar para ver. Espero que os outros visitantes tenham aproveitado mais do que eu. Meu dia ainda virá!




Dica rapidinha

Para utilizar um outro verbo depois do verbo começar, é necessário o uso da preposição a:

Começar a fazer.
Começar a descer.
Começar a brincar.

12 de agosto de 2010

Meme - Filmes que marcaram a infância e a adolescência


Há um tempinho eu recebi um meme da minha amiga Luci, do blog Ponto de exclamação!.
Este meme consiste em responder a seguinte pergunta:


"Quais os 5 filmes que marcaram sua infância e adolescência?"

Não consegui escolher apenas 5, por isso demorei a postar. Na verdade, pensei em vários, mas consegui chegar a 10. Resolvi postar assim mesmo, contrariando as regras. Adorei recordar "a aurora da minha vida, a minha infância querida que os anos não trazem mais"...

8 de agosto de 2010

Quatro séculos de mesmice

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

...

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

...

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.


Gregório de Mattos Guerra - século XVII

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